24 julho, 2018

Entrevista com o Autor - #1




Já leu a resenha do Livro “A Atitude Muda Tudo”? Agora confira a entrevista que fizemos com o autor, Jerônimo Mendes. Ele é Administrador, Coach, Escritor, Professor Universitário para Cursos de Especialização e MBA e Palestrante com mais de 35 anos de experiência profissional em empresas de médio e grande porte. Também é apaixonado por Literatura, Empreendedorismo e Desenvolvimento de Pessoas.

Para acompanhar o trabalho do autor, acesse o site dele e confira seus livros, e-books e cursos.

Qual foi a inspiração para escrever o livro nesse formato?

Conheço muitas histórias, trabalhei com muitos empresários e filhos de empresários em situação semelhantes e há muito tempo queria fugir um pouco da linha de publicações técnicas. Então, com uma boa história na cabeça, defini um método, criei os personagens, associei ficção e realidade e decidi pôr no papel.

O livro traz a relação de pai e filho em uma empresa familiar, quais são as dicas para obter uma sucessão tranquila?

É um rol de atitudes e iniciativas. Infelizmente, nossa cultura ainda tem dificuldades para lidar com a sucessão. Passei por muitas empresas familiares e isso tem sido o pesadelo de muitos empresários. Alguns aprendem na marra, outros por iniciativa, mas o desapego continua sendo o maior obstáculo. É próprio do ser humano. Alguns preferem quebrar a empresa do que quebrar o orgulho.

Quanto ao processo de sucessão, considero essencial pensar no seguinte:
1)   Preparar o processo de sucessão familiar, ainda que não seja para alguém da família, mas com o respaldo da família.
2)   Pensar em ações de médio e longo prazo; inovação e planejamento são fundamentais.
3)   Contratar profissionais acostumados à sucessão familiar para evitar as armadilhas possível ao longo do caminho, principalmente conflitos entre os membros da família.

No livro, Heitor construiu uma grande empresa e sempre sonhou em ter o filho na direção dos negócios. Como os pais podem ponderar o desejo de ajudar os filhos e ao mesmo tempo respeitar os seus sonhos?

Os empresários (pais) devem entender que as coisas mudam muito rapidamente nos dias de hoje e o que vale para um segmento não vale para outro. O ideal é preparar os filhos por meio de coaching, cursos no exterior, mentoring etc., entretanto, não adianta preparar os filhos e depois não os deixar errar.

O erro faz parte do processo e os empresários, em geral, não estão preparados para admitir o erro. Não existe alegria maior para um empreendedor que se fez por si mesmo do que ver o filho assumir os negócios com responsabilidade e fazer as coisas até melhor do que ele fez. Querer competir com os filhos é uma bobagem. Os filhos estão aí para se tornarem melhores do que nós.

O William não se via assumindo as empresas do pai, você acha que qualquer pessoa é capaz de liderar uma empresa ou ocupar um cargo de gerência ou chefia? Se sim, o que ela precisa para conseguir?

Isso precisa ser estimulado desde o início. Nossa cultura é leniente nesse aspecto. Empresários judeus, libaneses, norte-americanos etc. fazem isso desde o período de adolescência dos filhos, ou seja, vão acostumando os filhos a assumir responsabilidades em diferentes áreas da empresa.

No Brasil, lamentavelmente, quando alguém coloca os filhos para trabalhar cedo no comércio, há sempre dizendo que isso é exploração de menores. É muita pobreza de espírito. Nada dignifica mais o ser humano do que o trabalho.

A liderança é um processo de descoberta. Infelizmente não é para todos, depende de uma série de fatores e competências que são desenvolvidas desde a mais tenra infância, razão pela qual deve-se começar cedo. Lidar com gente é a coisa mais difícil que existe e para isso é necessário um mínimo de preparo. Como dizia Tom Peters “chegar ao topo é fácil; difícil é conquistar o respeito do grupo”

Quais sugestões você daria para uma pessoa que seguiu um caminho que não era de acordo com o seu ideal profissional?

Já dizia Maslow, o grande psicólogo norte-americano: não é fácil saber o que queremos, é uma realização psicológica rara e difícil, portanto, a única forma de descobrir é experimentando. Não critico pessoas que já fizeram de tudo na vida, ao contrário, admiro-as. Como diz Emerson, outro pensador que admiro, tudo na vida é experimentação, portanto, se não estamos contentes com o que fazemos, o ideal é mudar, mudar, experimental, persistir até encontrarmos o que nos faz mais alegres do que tristes.

No âmbito profissional, quais são as atitudes mais destrutivas e quais as mais desejáveis?

Isso daria um livro, mas se eu tivesse que resumir em apenas três, seriam:
- As mais destrutivas: inveja, orgulho e ambição desmedida.
- As mais desejáveis: simplicidade, respeito e resiliência.

É possível mudar os pensamentos e atitudes através dos livros?

Cada livro nos remete a um nível de reflexão, por isso acredito muito na leitura. Já li centenas de livros e de todos foi possível extrair uma ideia ou reflexão, pouco importa se o livro era técnico, romance ou de autoajuda, o importante é que me ajudou em vários aspectos. Somente a dor e a leitura podem quebrar a ignorância do ser humano. Somos todos ignorantes em algum sentido, portanto, não devemos nunca parar de ler e, consequentemente, de aprender.

Qual o seu livro de cabeceira? E qual foi a sua última leitura?

Tenho vários, mas mantenho sempre à mão alguns que me ajudam como pessoa e profissional: A Lei do Triunfo (Napoleon Hill), Criatividade S/A (Ed Catmull), O Velho e o Mar (Hemmingway), Os Segredos da Mente Milionária (T. Harv Eker), Ensaios (Ralph Waldo Emerson) e Em busca de sentido (Viktor Frankl)

Minha última leitura foi Gestão do Amanhã (Sandro Magaldi e José Salibi Neto), me ajudou a entender um pouco mais para onde estamos caminhando em termos de gestão e negócios.


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