13 julho, 2018

Resenha de livro- O Milagre da Manhã



Há uma semana comprei este livro e quantas coisas já mudaram em minha vida. Nunca tinha ouvido falar sobre ele, via a minha cunhada compartilhar fotos lendo de manhã, mas não interessei em saber do que se tratava.

Foi na livraria que um vendedor muito atencioso me falou sobre o livro (fui exatamente no horário do último jogo do Brasil na copa, por isso digo que ele foi muito atencioso, enquanto os outros estavam com os olhos na tela). Eu não estava muito interessada, mas ele insistiu e como estava em um dia estressante, resolvi me dar esse presente (e que presente!). Postei no Instagram a foto do livro e várias pessoas comentaram que era excelente, e eu continua meio cética mas curiosa.

Comecei a ler e em quatro dias descobri quão milagroso esse livro é. Eu li comentários de pessoas que praticavam o “milagre da manhã” dizendo que acordavam cedo e passavam o dia felizes e animadas, duvidei muito disso. Sempre acordei cedo (5:30) mas com muuuuuito mau humor, sonolência, além de moleza o dia todo. Mas no segundo dia de leitura lá estava eu acordando às 5 horas para testar “o milagre da manhã”. E foi incrível! Meu dia foi produtivo, não fiquei sonolenta e me senti mais animada em cumprir meus objetivos do dia.

“Toda vez que você pressiona o botão de soneca está em um estado de resistência ao seu dia, à sua vida, e a acordar e criar a vida que diz desejar. Pense sobre o tipo de energia negativa que o cerca quando reage ao som do despertador com um diálogo interno do tipo "Oh, não, já está na hora. Preciso acordar. Não quero acordar." É como se você estivesse dizendo "Não quero viver minha vida, pelo menos não plenamente."”

Se você ainda não ouviu falar nada sobre esta obra deve estar se perguntando: que milagre da manhã é esse? O “milagre da manhã” é um método para você viver a sua vida plenamente focando em seu máximo potencial. E como seria isso na prática? O autor estabeleceu uma rotina para ser praticada preferencialmente pelas manhãs: Silêncio, Meditação, Exercício Físico, Leitura, Afirmações e Escrita. Não vou detalhar cada um deles, é bom você ficar curioso e ler o livro.

Hal Herold não é apenas um escritor falando de algo distante da sua realidade, ele realmente viveu e vive uma vida de superação. Aos 20 anos de idade sofreu um acidente, quebrando 11 ossos. Ouviu dos médicos que jamais voltaria a andar. Desafiando essas limitações, ele seguiu sua vida com determinação e tornou-se um empreendedor, maratonista e autor best-seller.

A leitura é transformadora, e o diferencial de Hal Herold é que ele trata o ser humano como um todo, formado pelo físico, emocional, espiritual e intelectual. E com esse embasamento o desafio é tornar-se  sua melhor versão em todas estas áreas. Há pessoas bem sucedidas financeiramente, mas que são uma derrota no campo emocional. Acredito que o sucesso engloba todas as áreas da vida.

“Pessoas de sucesso não nascem assim. Elas se tornam bem-sucedidas estabelecendo o hábito de fazer coisas que pessoas sem sucesso não gostam de fazer”.

Eu amei este livro, muitas mudanças estão ocorrendo em minha vida. Sempre tive muita dificuldade para fazer exercícios físicos e com o que aprendi neste livro tenho me exercitado pela manhã e me sinto muito motivada a continuar. Percebo que estou mais calma, menos ansiosa, mais focada e muito mais positiva. Consegui também me organizar para voltar a treinar com meu violino. Posso dizer que o “Milagre da Manhã” é uma realidade em minha vida.


“Seu dia é sua vida”!

Título: O Milagre da Manhã
Autor: Hal Harold
Páginas: 194
Editora: Best Seller


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12 julho, 2018

Resenha do Livro - A atitude muda tudo




Hoje em dia é muito fácil encontrar livros que tratam de empreendedorismo e liderança. Com tantos títulos disponíveis, um livro começa a se parecer muito com o outro. Jerônimo Mendes foi ousado e escreveu uma ficção para tratar sobre esse tema. Jerônimo é  Administrador, Coach, Escritor, Professor Universitário para Cursos de Especialização e MBA e Palestrante com mais de 35 anos de experiência profissional em empresas de médio e grande porte.

O livro traz a história de Willian, um jovem rebelde sem causa, impaciente, mimado e que está em busca de realizar seu sonho: se tornar um surfista profissional. Ele é filho do casal Heitor e Helena. O pai é um senhor ambicioso, decidido e determinado que fez fortuna com o suor de seu rosto e trabalhou bastante desde sua infância no centro de distribuição de alimentos até montar uma grande rede de comercialização e distribuição de frutas e verduras na região sul e sudeste do Brasil. A mãe contrabalanceia o casal e é uma mulher amorosa, calma e que busca manter a harmonia da casa, querendo que Willian seja feliz com os seus sonhos, mas que também esteja por perto para poder matar a saudade.

Willian nunca esteve interessado em tocar a empresa do pai, seus sonhos eram outros. Porém o que o pai mais queria era ver seu filho assumindo os negócios da família e se tornando o novo presidente da empresa. Por não querer o mesmo que o seu pai sonhava, muitas discussões e desentendimentos ocorriam entre os dois e o relacionamento ficava cada vez mais abalado. Com isso Willian ficava cada vez mais distante e buscava alçar novos objetivos longe de casa.

Na empresa, Heitor conta com os serviços executados por profissionais competentes, como Roberto, Cecilia, Júlio César e Dr. Eros. No quadro de funcionários ele também conta com Wladimir, irmão de Helena, seu braço direito, porém ele é uma pessoa que Willian não tem nenhum apreço. A empresa é bem estruturada e Heitor tem o controle dela nas mãos.

Entretanto nem tudo são flores e o livro nos lembra muito bem como as adversidades nos sobrevêm quando menos esperamos. Willian só queria competir no campeonato de surf em São Francisco, EUA, mas uma sequência  de acontecimentos o impossibilitam de realizar seu sonho e agora ele se vê diante de algumas decisões que não estavam no script que ele tinha roteirizado para si.

Durante a leitura dessa história iremos acompanhamos a jornada de um jovem que busca vencer suas limitações e imaturidades os quais são empecilhos para alcançar o êxito na vida. Em todos os momentos é possível se colocar no lugar do Willian e assim descobrir por si mesmo a respostas de vários dilemas que são comuns a todas as pessoas. A Atitude muda tudo e muda mesmo. Você verá isso no decorrer da história.

Esse é um livro para quem se interessa pelos assuntos de liderança, empreendedorismo e organização empresarial, além de relacionamento. Por ser um romance, os conceitos e definições são bem destacados no decorrer do texto, o que facilita o aprendizado e memorização do conteúdo.

Título: A atitude muda tudo
Páginas: 270
Editora: Literare Books

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10 julho, 2018

Resenha do livro - O último sopro




Quem me conhece bem, sabe o quanto sou uma pessoa introspectiva. Penso muito no sentido de tudo, principalmente no sentido da vida. Quando vi a capa desse livro me interessei rapidamente. E a leitura não me decepcionou!
Nesta obra Paul Kalanithi conta a sua história. Ávido leitor de obras clássicas, amante da filosofia, ele acreditava encontrar na literatura o material mais rico para a reflexão moral:  “Os livros se tornaram meus confidentes, com suas lentes  me propiciando novas visões de mundo.” Com sua busca constante para entender o que dá sentido a vida, Paul decidiu estudar medicina, mais especificamente Neurologia. Ainda como estudante se vê diante da frieza desenvolvida ao longo do curso, ele descreve como os corpos doados à Ciência são tratados, algo que me marcou muito.
Aos 36 anos no auge da sua carreira é diagnosticado com um câncer. Aqui começam todas as suas grandes reflexões sobre o que realmente vale a pena durante a existência. Um médico que sempre lidou com a morte, agora se vê diante da própria morte: "Porque eu teria que aprender a viver de outro jeito, vendo a morte como um visitante onipresente, mas sabendo que mesmo se estivesse morrendo, até morrer, eu ainda estaria vivo."
Outra parte que me marcou bastante foi a descrição de Paul sobre as funções básicas do seu corpo que foram ficando inativas com o avançar da doença... coisas que muitas vezes não valorizamos, como por exemplo ir ao banheiro sozinhos. Isso me fez ser mais grata por estas pequenas coisas.
A narrativa é empolgante, emocionante e envolvente.  É impossível ler este livro sem repensar no seu modo de viver. O desfecho é encorajador, apesar do destino triste que já sabemos desde o início da obra. A determinação e leveza de Paul ao encarar a morte é uma lição para nós que ainda temos oportunidade de viver.
“O que torna a vida significativa o suficiente para se continuar vivendo?”

Título: O último sopro de vida
Número de páginas: 167
Autor: Paul Kalanithi
Editora: Sextante


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20 junho, 2018

Casamento Blindado: como superar conflitos


Livro casamento blindado ensina a superar os conflitos da relação. Foto: Divulgação

O livro Casamento Blindado teve a sua primeira edição lançada em 2012 e, desde então, tem se tornado uma das principais fontes de ajuda para pessoas que buscam fortalecer o seu relacionamento. Mesmo após anos de seu lançamento, ele segue constando na lista dos mais vendidos da Livraria Cultura, uma das mais tradicionais do mercado brasileiro.

Escrito pelo casal Cristiane e Renato Cardoso, o livro já conta com uma segunda versão. Publicado em 2015, Casamento Blindado 2.0 segue a receita da primeira publicação, além de tentar ajudar os leitores com novos aprendizados, incluindo como lidar com o fenômeno das redes sociais e com o estresse.

21 dicas Casamento Blindado

A publicação é dividida em capítulos, com 21 dicas, e procura guiar os casais a compreenderem melhor seus parceiros, tanto sobre o ponto de vista do homem e quanto da mulher. Basicamente, esse seria o livro Casamento Blindado resumo bem simplista.

Wesley e Elen Ximenes namoraram durante cinco anos e se casaram em 2013. Eles conheceram o livro em 2015, quando a esposa o leu. “Assim que ela descobriu, quis ler imediatamente. Isso porque Elen fazia alguns comentários comigo durante a leitura. Posteriormente, eu também li, em 2016”, conta Ximenes.




O casal mantém o site Quem Lê Ganha Mais, que é voltado para os amantes da literatura. Por conta disso, eles também publicaram uma crítica do livro Casamento Blindado, no qual a obra foi bastante elogiada e recomendada como uma leitura praticamente obrigatória para todos os casais.

Entendendo as diferenças

Para Ximenes, o maior ensinamento foi a compreensão de como superar as barreiras. “O livro nos ensinou que, para vencer, é preciso resolver os problemas como o funcionamento de uma empresa, por exemplo. Sentimento não é a ferramenta certa para isso. É necessário usar a razão”, afirma.

Elen e Wesley Ximenes leram o livro Casamento Blindado e buscam aplicar o aprendizado no relacionamento. Foto: Divulgação/Carine Rocha

Além desse detalhe, os trechos do livro que mais chamaram a sua atenção são os que falam sobre qual é o papel de cada um dos parceiros na relação. “Ele explica a função do homem e da mulher dentro do casamento e seus desafios na sociedade atual”, declara Ximenes. Já para Elen, o principal foi a citação bíblica de que o maior desafio para as mulheres é a necessidade de atenção, enquanto que para os homens o trabalho ocupa uma posição muito privilegiada.

Trabalhando as prioridades em conjunto

Letícia Marcelle casou em 2016, mas leu o livro enquanto ainda estava noiva. Mesmo tendo a obra há aproximadamente quatro anos, ela faz questão de ressaltar a importância da publicação na vida a dois. “O livro mudou a minha visão em compreender que meu marido também precisa de ajuda”, diz. “Muitas pessoas acreditam que a mulher é quem mais precisa de auxílio. Só que se dividirem as tarefas e mostrar para o marido que ele é capaz de fazer, a esposa consegue dar mais atenção e cuidado”.

Segundo Letícia, o livro também ajuda a compreender que casamento é alicerçado na base da parceria, e que para isso os dois precisam traçar um mesmo caminho. “No fim, o casamento é feito por duas pessoas, e não só por uma. Por isso é importante trabalhar todas as prioridades em conjunto”, ressalta.

Em sua leitura, o ponto que mais despertou a atenção foi o que destaca a importância em aprender a ouvir mais seu parceiro. “Nós mulheres falamos mais que os homens e muitas vezes nos irritamos por achar que eles não escutam e não respondem. Porém, comecei a me questionar se eu também ouvia o que ele tinha para me dizer. Por isso é importante a construção da parceria e do entendimento de que o casamento é formado por duas pessoas completamente diferentes e que se amam”, explica Letícia.

Não existe relação linear

Com o passar do tempo, alguns pequenos incômodos podem resultar em verdadeiras crises nucleares na relação. Segundo a terapeuta de casais Fabiana Guntovitch, é necessário compreender que não existem relacionamentos lineares. “Muitos casais ainda têm aquele sonho do ‘viveram felizes para sempre’, como se isso acontecesse por mágica ou sorte. Na realidade, tudo é uma escolha nossa. A vida é uma montanha-russa cheia de surpresas e a única maneira de permanecerem juntos é se o casal tiver um compromisso verdadeiro com a relação”, comenta.

Para Fabiana, não basta evitar essas situações, mas sim tentar solucionar os problemas sem criar crises profundas. “Nesse compromisso está implícito o cuidar, o apoiar e o respeitar, o nutrir, o surpreender, o sonhar junto, o carinho, o ‘eu te amo’ de todo dia, as gargalhadas, o prazer do toque, do sexo, de assistir a um filme de mãos dadas mesmo que já tenham se passado 30 anos juntos”, afirma a terapeuta.

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13 junho, 2018

Resenha - O que vi, aprendi e recomendo para a vida




No livro O que vi, aprendi e recomendo para a vida, Orlando Marciano compartilha sua trajetória de vida pessoal e profissional. Nascido no interior de São Paulo, o autor relata a vida da época, a necessidade de trabalhar desde cedo e mostra como saiu das fazendas para a cidade e trilhou um caminho de sucesso até a presidência da Coopercica.

“Aos 16 anos, tinha experimentado a vida de boia-fria, a venda de frango, o trabalho como charreteiro-boy, os efeitos da enxada, a direção de maquinário pesado, como tratores e caminhões, e a liderança de pessoas difíceis”, conta Orlando. Cada uma dessas fases é explicada na obra e o leitor se emociona com a resiliência do autor nos momentos difíceis.

A brilhante carreira de cinco décadas é inspiração para as pessoas que vieram de uma educação humilde e sonham com o mais alto posto corporativo. Da roça ao topo da liderança, é reconhecido por seu legado em defesa do setor e por seu estilo de enfrentar, com justiça, o que é errado.

Orlando foi um dos responsáveis por transformar a Coopercica na cooperativa que é hoje. Teve papel determinante no momento em que a empresa estava prestes a declarar falência e, conversando com os funcionários, conseguiu que toda a equipe se comprometesse a trabalhar para salvá-la.

 O leitor também aprenderá sobre os seguintes assuntos:

- Como ser mais assertivo na carreira e no exercício de liderar.
- A necessidade de desenvolver o enfrentamento, em vez adotar a resignação.
- O papel da estratégia e da resiliência para alcançar objetivos e resultados inéditos.
- Como os relacionamentos alavancam negócios e blindam a carreira.

Sobre o autor

Orlando Marciano é CEO da Cooperativa de Consumo Coopercica. Sua brilhante carreira de cinco décadas é inspiração para as pessoas que vieram de uma educação humilde e sonham com o mais alto posto corporativo.

Da roça ao topo da liderança, é reconhecido por seu legado em defesa do setor e por seu estilo de enfrentar, com justiça, o que é errado. Em vez de funcionários e números, sempre contemplou o ser humano, antes e acima de tudo, como semelhante.

Com o pai, na fazenda Guaxinduva, aprendeu as primeiras lições de liderança, em 1965. Antes da maioridade, foi contratado pela Cica. Depois de 28 anos e memoráveis vitórias, entregou seu cargo de confiança para viver a missão que justificou a grandiosidade desta obra.

Em 1990, quando assumiu a gestão, a Coopercica tinha uma loja e 90 funcionários. Com enfrentamento e firme liderança, seis lojas de grande porte foram estruturadas e empregam quase 1000 colaboradores, faturando anualmente mais de 300 milhões.


Título: O que vi, aprendi e recomendo para a vida - 1ª edição – 2018
Autor: Orlando Marciano
Editora: Literare Books International
Páginas: 184


Mais informações: Literare Books

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12 junho, 2018

‘Os pais devem ler para as crianças desde a gestação’, diz psicóloga




Ler histórias para crianças é uma prática consagrada. Mas, em geral, as pessoas não fazem isso com bebês. Especialista em primeira infância, psicóloga e consultora da Rede Primeiros Passos, Denise Mazzuchelli fala que os pais devem começar a ler para os filhos além disso enquanto eles estiverem no útero, se possível.

Desde quando além disso estão útero. É interessante estimular os pais a conversarem e lerem para crianças desde a gestação. Há estudos que relacionam o primeiro contato da criança com os fonemas além disso no útero materno.

Qual a importância dessa prática?

A leitura em voz alta para bebês amplia o vocabulário receptivo da criança, isto é, mesmo que ela além disso não fale, vai entender. Antes de falar “mamãe”, a criança sabe o que é “mamãe”. O vocabulário é a base do pensamento: quanto maior ele for, mais complexos serão os pensamentos que a criança será capaz de elaborar. Essa prática é um preditor de desenvolvimento em leitura aos 10 anos. O vocabulário da primeiríssima infância faz diferença para toda a vida. Além disso, a criança passa a associar a leitura com uma experiência prazerosa. A leitura em voz alta gera uma bagagem para a criança no sentido de vivenciar experiências que não estão em seu ambiente imediato.


A criança nunca vai ver um hipopótamo no Centro do Rio, mas, por meio do livro, provavelmente terá contato com esse animal. Assim como ela não vai ver neve no Brasil, mas pode ver em uma história e pensar sobre isso. A leitura para bebês igualmente semeia o desejo de aprender a ler. Uma criança que constrói momentos de prazer e conexão com os pais na primeira infância vai ficar sedenta para desvendar aqueles códigos por si mesma.

Há técnicas específicas para ler para bebês?

Uma criança até os 4 meses de idade tem uma mobilidade além disso limitada, mas já consegue ouvir e enxergar, além disso que não de forma tão apurada. É possível deixá-la deitada e ler uma história, há livros com apenas uma imagem em cada folha, em preto e branco para que ela comece a distinguir figuras. Aos 6 meses, é interessante que o cuidador dê a ela a oportunidade de virar a página, há livros com páginas grossas para crianças que além disso não conseguem fazer movimento de pinça. Um bebê de 8 ou 9 meses vai impor mais dificuldades na hora da leitura, vai querer pegar o livro, jogá-lo, então é difícil fazer uma leitura do início ao fim, mas a dica é persistir. A partir dos 12 meses, eles já interagem muito mais. Se for um livro que traz ruídos de animais, vão conseguir imitar. Nesse momento é possível fazer uma leitura dialógica, que vai ter um impacto relevante.

O que os pais não devem fazer?

É relevante que eles não queiram traduzir o livro para a criança. Ler o que está escrito faz muita diferença, porque os livros têm um vocabulário e uma construção diferente do que se ouve no dia a dia. É relevante igualmente ter um diálogo com a criança.

Qual a diferença entre bebês que foram estimulados com a leitura por seus pais e os que não foram?

Há diferenças no Q.I, na memória, na capacidade de atenção. Além disso, há grandes diferenças no padrão de comunicação daquela família. Aquelas que fazem leitura tendem a ter uma interação mais suave, fazer menos uso de punição física com os filhos.

No Brasil, existe essa prática de leitura para bebês?

Já avançamos, mas além disso estamos engatinhando. Os livros têm que entrar na pauta de prioridade da primeira infância. Na pré-escola já é muito tarde para fazer uma intervenção. O que acontece antes é determinante no desempenho da criança. É preciso haver excelentes bibliotecas públicas para que as famílias de baixa renda tenham acesso, além disso que muitos desses pais não saibam ler. O contato precoce com a leitura gera um sujeito de ação e não de reação. É alguém que tem iniciativa, que consegue pensar desde muito cedo, que sabe prever o que vai acontecer. Se a criança ler dois livros por semana durante os seis primeiros anos, antes de entrar na escola já vai ter tido contato com 600 livros, o que é muito mais que a maioria dos adultos lê a vida toda.



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11 junho, 2018

44% dos brasileiros não leem; saiba como incentivar a leitura em casa

Hábito pode ser estimulado tanto em crianças como em adultos


Um relatório do Banco Mundial, divulgado em fevereiro de 2018, estima que o Brasil vai levar 260 anos para atingir o nível de leitura de países desenvolvidos. Aqui, de acordo com relatório Retratos da Leitura no Brasil, de 2016, encomendado ao Ibope Inteligência pelo Instituto Pró-Livro, 44% da população com cinco anos ou mais declarou não ter lido nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa. Os desafios são inúmeros e o caminho é árduo para promover o incentivo à leitura no país – tanto em crianças quanto em adultos.

No caso das crianças, é necessário que a atividade seja prazerosa. Por isso, uma dica é montar um cantinho da leitura em casa que seja aconchegante e divertido. Os pais são fundamentais nesse processo, porque, além de incentivarem o hábito, também criam um laço com seus filhos.

Prepare um espaço em casa específico para este momento, com luz adequada, uma cadeira confortável e comece a estimular a leitura. Como elas são muito imaginativas e lúdicas, principalmente nos primeiros anos de vida, vale até pensar em novos rumos para uma história ou finais diferentes.

Pratique regularmente em casa, até mesmo porque os professores nem sempre podem fornecer uma atenção individualizada e personalizada, já que o número de alunos pode ser alto. Se ela estiver aprendendo as palavras recentemente, não a repreenda quando houver um erro. Repita com calma as palavras que a criança errou para que ela possa aprender com tranquilidade. Fale sobre o livro e os personagens, mergulhe na história e converse com os pequenos sobre essa atividade.

A pesquisadora e professora de Língua Portuguesa Aileen Rosik diz que é importante que os pais não forcem este momento. “A criança não pode pensar que é um castigo. Se os pais a retiram de um momento de brincadeira para ler, ela vai associar a prática com algo ruim, uma obrigação. O ideal é que os pais sejam o exemplo de leitores praticantes e a convidem para a leitura, até ela mesma entender que esta é também uma atividade prazerosa, de lazer”.

A idade para se iniciar, de acordo com a especialista, é o quanto antes. “Existem pesquisas atuais que mostram que há um vínculo muito maior, logo após o nascimento, quando a mãe lê em voz alta para o seu filho, quando ele ainda está na barriga dela. Por meio da voz, a ligação se estabelece e essa prática cria laços de afeto para toda a vida. Antes mesmo de a criança entrar na fase da alfabetização, é interessante que ela tente, por meio das ilustrações, criar hipóteses de leitura. Isso estimula a criatividade e desenvolve o vocabulário”.

Leitura na fase adulta

Incentivar o hábito da leitura quando as pessoas já são adultas pode ser uma tarefa espinhosa – mas não impossível. O essencial é que a leitura esteja ao alcance do indivíduo de forma prática e descomplicada. Caso contrário, o hábito vai sendo deixado de lado para outras tarefas cotidianas e que possivelmente passarão na frente da atividade.

A pessoa adulta precisa entender os benefícios palpáveis do hábito de ler, como o ingresso à universidade, ao conhecimento e a novas oportunidades de trabalho e de emprego. Até mesmo o fato de debater com os amigos assuntos com maior propriedade é um argumento para a imersão no mundo dos livros.


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