Mostrando postagens com marcador bebês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bebês. Mostrar todas as postagens

06/04/2021

Resenha do Livro - Brincar é fundamental

 



Brincar é fundamental foi escrito pela Luciana Brites, pedagoga, mestre em Distúrbio do Desenvolvimento e especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental; Psicopedagogia Clínica e Institucional, e Psicomotricidade. É fundadora do Neurosaber, instituto cujo objetivo é compartilhar conhecimentos sobre aprendizagem, desenvolvimento e comportamentos da infância e adolescência.


Esse livro trata dos principais aspectos do neurodesenvolvimento da criança, na primeira infância (0 a 6 anos). Se pensarmos em uma casa completa, a primeira infância seria o alicerce, se ele não for bem montado e construído, todo o restante da casa vai sofrer algum impacto. José Saramago disse: “O Homem que sou é a criança que fui”. Assim, é de suma importância compreender melhor essa etapa tão importante na formação do ser humano.


Quando nasce uma criança, também nasce um pai, uma mãe, e uma rede de apoio para esse novo indivíduo.  Todo esse círculo terá influência na formação da criança.


Luciana estrutura o livro em 4 pilares, que formam o acrônimo ABCD: Aprendizagem, Brincadeira, Cognição e Desenvolvimento. Esses pilares funcionam ao mesmo tempo e variam de acordo com as etapas da primeira infância.


·        Na Aprendizagem ocorrem as mudanças de comportamento que são resultados das experiências vividas. Bebês já nascem com o cérebro pronto para aprender. Por isso é importante que os pais tenham paciência, concedam bastante amor e não pulem nenhuma etapa. Todas as pequenas atitudes são relevantes no aprendizado.


·        Na Brincadeira a criança aprende diversas habilidades, desperta a criatividade e estimula todos os sentidos. No início da vida a criança brinca consigo mesma, depois sozinha e posteriormente com as demais crianças.


·        A Cognição é a habilidade que o cérebro tem de assimilar e processar informações para converte-las em conhecimento, a fim de tomar decisões e/ou produzir respostas. A cognição depende do aprendizado principalmente que vem através das brincadeiras.


·        O Desenvolvimento engloba todas as etapas da vida e é caracterizado por três aspectos fundamentais: evoluir, amadurecer e crescer. Os fatores que auxiliam no desenvolvimento dependem do organismo (fatores genéticos e sistema neuroendrócrino), da alimentação e interação com o meio. Os pais precisam compreender as fases do Desenvolvimento, pois a falta de clareza leva a falta de prioridades.


A autora apresenta ideias de como estimular a criança ao longo da primeira infância. Ela ressalta as habilidades correspondentes de cada idade e quais atividades devem ser priorizadas. As informações apresentam objetivos específicos desde o nascimento até os 6 anos. Além disso, há um anexo com indicadores de desenvolvimento para avalia a Linguagem, Cognição, Habilidade Socioemocional, Motricidade Ampla e Motricidade Fina.


Esse livro é recomendado para todas as pessoas envolvidas na criação de um infante: pais, tios, avós, professores e educadores. Se você tem contato com criança, vale a pena a leitura.


Título: Brincar é Fundamental  

Autor: Luciana Brites

Editora: Gente 

Número de Páginas: 174  

Leia Mais
Compartilhe:

10/10/2018

A importância da leitura para bebês

Foto: Marcelo Freire


“Os bebês têm uma vinculação ao som desde a gestação e, ao nascer, estão atentos a toda musicalidade do ambiente ao redor”, diz Ana Flavia Castanho, pedagoga, especialista na capacitação de professores na área de Formação de Leitores e da Didática de Matemática. Isso porque, ainda no útero materno, desde o quarto mês, eles conseguem ouvir e distinguir vários sons. A modulação da voz humana é uma das primeiras coisas que aprendem a interpretar quando nascem. Ou seja, não falam, mas escutam muito.

Sendo assim, é importante oferecer aos bebês experiências afetivas e cuidadosas com as diferentes musicalidades que a voz humana assume, incluindo conversas, cantos ou leituras. Aos poucos, eles vão percebendo as particularidades e as nuances melódicas e de ritmo de cada situação.

Isso significa que não há limite de idade para começar a ler para uma criança? Não há. É uma prática que pode ser feita desde que ela nasce, seja em casa ou no cotidiano de creches, berçários e escolas de Educação Infantil. São vários os ganhos para o desenvolvimento.

Um é a criação, ou fortalecimento, de vínculo com quem está lendo, pois a criança compreende que aquele é um momento de atenção dedicada a ela e à leitura. “Ela observa as reações do adulto e percebe quando ele está se divertindo ou quando fica emocionado com a história, por exemplo. Então, a qualidade da interação é essencial para ela querer repetir a experiência”, diz Edi Fonseca, pedagoga e pesquisadora na área de leitura para crianças. A observação vale também para o adulto, que tem a chance de conhecer melhor o bebê e acompanhar sua aprendizagem.

Outro ponto fundamental é que, ao compartilhar com o bebê seu encantamento com a leitura, o adulto contribui para aproximar os pequenos do mundo da literatura. Primeiro por meio da linguagem oral, com a mediação da leitura e contação de histórias, e depois com a apresentação da linguagem escrita, quando as crianças manuseiam os livros.

Esse contato com a literatura ajuda no desenvolvimento da escuta e da oralidade, pois a leitura amplia o vocabulário e revela que a língua escrita normalmente é mais formal do que a falada e pode assumir estilos diferentes, conforme os autores e os gêneros (poesia, contos, história rimada etc) escolhidos.

Também enriquece o imaginário da criança, algo essencial para estimular a capacidade criativa delas. Em um sentido amplo, a leitura permite a ela conhecer melhor a si mesma, o mundo e a cultura em que vive, construindo sentido e significado ao que a cerca.

Promover o acesso a livros desde pequeno é também uma maneira de combater a desigualdade. “Há pesquisas mostrando que crianças, de zero a seis anos, que não têm acesso à leitura possuem um vocabulário pelo menos três vezes menor do que o daquelas com acesso”, afirma Angela. “O cérebro se desenvolve com base nas relações estabelecidas entre o que é dado pela genética e as experiências da vida. Assim, a qualidade dessas vivências é um fator decisivo no desenvolvimento das capacidades atuais e futuras da criança”, completa Edi.




Fonte: Nova Escola

Leia Mais
Compartilhe:
 

Siga-nos no Instagram