Mostrando postagens com marcador leitores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador leitores. Mostrar todas as postagens

01/12/2019

Clube de Leitura CPB - 2020



Um novo ano se aproxima e com ele novas oportunidades de crescimento de aprendizado. O ano de 2019 foi repleto de boas histórias, aventuras e muito conhecimento adquirido. Só depende de nós fazermos o ano de 2020 um ano melhor do que o que já vivemos.

Todos os anos, a Casa Publicadora Brasileira seleciona um livro para cada faixa etária e assim compõe os Livros do Clube de Leitura da CPB. Temos 4 lançamentos especiais e creio que você vai gostar muito de ler esses livros. Vamos conhecer agora esses novos livros:



A Casa de Bruno e Nina (Dalva Amélia)

Para Crianças e Aventureiros

Seguindo o livro Orientação da Criança, de Ellen G. White, os pais de Bruno e Nina transformaram a casa deles em um lar muito feliz, onde o amor, o respeito, a alegria e a obediência também moram. Mas o que acontece nessa casa? Neste livro, os irmãos vão contar tudo para você.

Ao conhecer a família de Bruno e Nina, a criança aprenderá sobre obediência, respeito, diálogo e outras importantes lições. 

Detalhes do produto
Formato: 21.0x27.0
Número de páginas: 48
ISBN: 978-85-345-2726-2
Acabamento: Brochura


O Último Objetivo (Giulia Marucci)

Para Juvenis e Desbravadores

O acidente... A tragédia... Ela era tão jovem...

Como você se sentiria se perdesse seu melhor amigo? O que Violeta faria sem Elaray, a amiga que a ajudava a encontrar beleza até mesmo nas coisas mais simples? Sentia-se insegura e desamparada. Mas, na caixa de pertences secretos da amiga, ela encontrou um Caderno de Objetivos Semanais. Violeta percebeu que apenas um dos objetivos não estava riscado, o único que não tinha sido alcançado... e por sua causa.

E agora? Ela faria isso pela amiga? E, afinal, que objetivo seria esse?

Um emocionante livro sobre amizade, transformação e esperança.

Detalhes do produto
Formato: 14.0 x 21.0
Número de páginas: 176
ISBN: 978-85-345-2785-9
Acabamento: Brochura


Perseguido na China (Bradley Booth)

Para Jovens

Lutas e Livramentos De Um Jovem Que Não Negociou Sua Fé.

Em 1960, Chen, um fiel jovem adventista do sétimo dia, foi colocado na prisão por se recusar a deixar de testemunhar sobre Jesus. Mesmo vivendo em um lugar bastante sujo e passando fome, Chen aproveitou todas as oportunidade para contar a seus companheiros de cela e agentes penitenciários sobre o Deus amoroso a quem ele servia.

Perseguido na China ilustra o pesadelo e aprovação que o povo de Deus muitas vezes sofre por causa da fé em Cristo. É uma história de incansável devoção e de homenagem à fidelidade de Deus, cujo amor nunca acaba. Chen tem certeza disso por experiência própria, pois, se não fosse o milagre que Deus realizou para salvar sua vida, ele teria morrido na prisão de Wu Xi.
Testemunho do pastor Chen: "A graça divina sempre foi suficiente para mim, tanto nos tempos bons quanto nos ruins, e hoje dou graças a Deus por isso."
Detalhes do produto
Formato: 14.0 x 21.0
Número de páginas: 184
ISBN: 978-85-345-2698-2
Acabamento: Brochura


Liberdade Real (Fernando Beiber)

Para Universitários

O Preço de Nossas Escolhas

Por que a liberdade é um dos mais profundos anseios do coração humano? Somos seres livre ou isso é apenas uma ilusão, como propõem alguns pensadores?

A busca por liberdade é uma característica marcante da existência humana desde as primeiras fagulhas de consciência. A mínima suspeita de que algo nos aprisiona é suficiente para produzir um desconforto crescente e nos lançar em uma jornada por emancipação. Entretanto, muitos se confundem na busca por verdadeira liberdade. Após aventuras e desilusões, são forçados a reconhecer que correram atrás de miragens. O brilho que prometia felicidade se apagou na tirania de uma prisão. O que era fonte de prazer e leveza, agora algema, tortura e esmaga. Decepcionadas e exauridas, pessoas incríveis estão a ponto de perder a esperança.

A resposta surpreendente é: Sim, existe liberdade! Entretanto, ela pode estar onde você não imagina. Liberdade Real foi escrito para ajudar você a recuperar o controle de sua vida e sentir o calor de um novo amanhecer.

Detalhes do produto
Formato: 14.0 x 21.0
Número de páginas: 168
ISBN: 978-85-345-2772-9
Acabamento: Brochura


O Lar Adventista (Ellen G. White)

Livro do Ano

Lar, doce lar. Muito mais que uma casa em que se abrigar, o lar são pessoas que se amam e são amadas. Pelo menos é para ser assim.

Como vive uma família em que um, alguns ou todos os seus membros aguardam a vinda de Jesus Cristo? O Lar Adventista descreve como a esperança faz a diferença, produzindo harmonia, respeito e amor no relacionamento familiar.

Compilação de conselhos escritos pela autora durante sete décadas, e destinada a pais e filhos. Este livro é uma espécie de manual para os pais muito ocupados, e um padrão ou ideal daquilo que o lar pode e deve tornar-se. Encontra-se a resposta para suas muitas perguntas, as palavras de sabedoria do Pai celestial. Uma joia inspirada para enriquecer sua família.

Publicado originalmente em 1952

Detalhes do produto
Formato: 14.0 x 21.0
Número de páginas: 456
ISBN: 978-85+345-2822-1
Acabamento: Brochura


Aproveite, adquira já seu livro e inclua na sua lista de livros para ler nesse novo ano. Boas leituras e compartilhe conosco suas experiências literárias. Não se esqueça, Quem Lê Ganha Mais!

Leia Mais
Compartilhe:

24/11/2019

Mensagens diárias - 2020

 Saiba o que você vai encontrar nos devocionais de 2020 e conheça as novidades para os pré-adolescentes e jovens


Uma conversa com um amigo, uma palavra de ânimo, esperança genuína para o coração. Certamente essas coisas fazem bem a qualquer pessoa, especialmente em dias tão turbulentos quanto os nossos. Essa é a experiência que o leitor provavelmente terá ao ler a Meditação Diária de 2020. De Coração a Coração foi escrita por Zinaldo Santos, pastor aposentado que trabalhou como líder de igrejas locais, evangelista e que por 23 anos foi editor da revista Ministério na CPB.

O devocional é caracterizado por um estilo bastante intimista, que leva o leitor a imaginar uma conversa “olho no olho” com o autor, como se estivesse recebendo uma visita pastoral em casa. Com um tom positivo e motivador, o leitor é convidado a se apropriar das virtudes que o Senhor promete àqueles que se deixam ser conduzidos pelo Espírito. Para esses, os desafios do cotidiano serão apenas o palco no qual o poder de Deus se revelará de modo gracioso até que Sua glória seja vista em toda a Terra.

Por sua vez, a meditação das mulheres traz como novidade para o próximo ano mensagens escritas por dezenas de autoras brasileiras. Surpresas do Céu, assim como os devocionais femininos anteriores, tem como característica principal o compartilhamento de experiências edificadoras, de mulheres para mulheres. O produto é um projeto das sedes mundial e sul-americana da Igreja Adventista que, além de promover a nutrição espiritual das adventistas, se propõe a financiar o estudo de jovens carentes. Ao longo de mais de 20 anos, a iniciativa já ofereceu 2,2 mil bolsas para mulheres em 127 países.

As duas novidades para 2020 têm que ver com as novas gerações. A antiga Inspiração Juvenil foi reformulada para Devocional Teen. Sueli Oliveira, Ariane ­Oliveira e Anne Lizie Hirle, editoras da área infantojuvenil da CPB, assinam a obra Quem é Deus?. O projeto é inovador e pensado especialmente para os ­pré-adolescentes. Por isso, o produto tem capa dura, encadernado em espiral, com cartela de adesivos e espaço para o leitor escrever suas impressões, como se fosse um diário. A ideia é refletir sobre o caráter e a personalidade de Deus, como Alguém bondoso, fiel, amigo, perdoador, paciente, santo, justo e verdadeiro.

E finalmente os jovens também terão um material específico, preenchendo uma lacuna no catálogo da editora. O material de estreia tem como título Inegociável e vai tratar de 52 valores que o jovem cristão precisa desenvolver. Temas como compromisso, firmeza de caráter, sabedoria e propósito são explorados com base no texto bíblico pelo pastor José Raimundo Venefrides. Conhecido por muitos como o “pastor Venê”, ele escreve com base em sua experiência de quase 30 anos de ministério para os jovens.
NEILA OLIVEIRA, VINÍCIUS MENDES e WELLINGTON BARBOSA são editores de livros na CPB

SAIBA +
Devocional infantil
Com texto da educadora Selma Carvalho Fonseca e ilustrações do artista Thiago Lobo, Crescendo com Jesus é o devocional infantil para 2020. A partir da expectativa das crianças de se tornarem grandes rapidamente, o material reflete sobre o crescimento integral que os pequenos podem conseguir com e como Jesus. Elas vão aprender por que Cristo era amigo de Deus, sabia muitas coisas e muita gente gostava Dele.

(Por: Neila Oliveira, Vinícius Mendes e Wellington Barbosa, publicada na seção Estante da edição de novembro de 2019 da Revista Adventista)



Leia Mais
Compartilhe:

12/11/2018

A leitura não é importante




O título deste Artigo não lhe causou algum tipo de comoção? Você pode ter pensado: como não é importante? O que o autor está querendo dizer? Certo. É só para chamar a sua atenção, porque você sabe que a leitura é importante. Ponto. No entanto, muitos não dão a devida importância. E nesses muitos podem-se incluir pessoas e o poder público. No quesito pessoas, pelos números de pesquisa realizada pelo Instituto Pró-Livro, 44% da população brasileira não lê e 30% nunca compraram um livro. Conforme dados do Inaf (Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional), divulgados em julho deste ano, 29% da população brasileira se encontra na faixa de analfabetismo funcional.

Quanto ao poder público, grosso modo, a conversa parece que não é com esse segmento. Para que leitura, se o problema é saneamento básico, infraestrutura, segurança etc e tal? Sempre os velhos problemas, que nunca são resolvidos, entra governo, sai governo. Por que, então, a leitura não é prioridade? Porque com e por ela o cidadão adquire a capacidade de pensar por si só, inicia longa trajetória rumo à criticidade, quando começa a perceber, por exemplo, os conchavos existentes nas esferas do poder, as barganhas que existem no âmbito político, quando um partido, autoproclamado defensor do antiqualquer coisa, faz acordo velado com esse antiqualquer coisa, a fim de garantir governabilidade, em troca de cargos.

O quê? Sim, a leitura desmascara os véus da hipocrisia, pois a pessoa que tem o profundo hábito de ler, lê, antes, a vida, o mundo que a cerca, pois a leitura do mundo precede a leitura da palavra, conforme a máxima de Paulo Freire. Pela leitura você depreende as verdadeiras intenções das pessoas, consideradas lobos em pelo de cordeiro. Porque a leitura faz com que você pense, analise, reflita sobre, pois reconhece que uma fábula não é senão lição a respeito de acontecimento que não poderia ser dito de outra maneira. A leitura aproxima as pessoas. Que livro você está lendo? Puxa, que legal, ainda não li, me empresta ele? É utopia ou isso acontece?

Por que as ações quanto à prática de leitura não são otimizadas pelo poder público? Quantos indivíduos participam de clubes de leitura nos municípios (quando há)? São divulgados? Só há divulgação quando há interesse. Porque, convenhamos, a leitura de texto literário ou de texto teórico muda nossa maneira de ver o cotidiano, a vida, o entorno, nos faz questionar até a nossa própria existência: o que estamos fazendo aqui?

Eu, que sempre escrevi sobre produção de texto, não poderia deixar de render homenagem à leitura, pois são faces da mesma moeda. Sem leitor, não há escritor; sem leitura, não há ser humano digno.


Sérgio Simka é doutor em Língua Portuguesa, professor, escritor e leitor.


Leia Mais
Compartilhe:

23/08/2018

5 Manias Literárias - TAG #01



Fui escolhido pela Daniella do IG @letra_plena para compartilhar 5 manias literárias. Para conferir as manias dela, clique aqui.
Agora vamos as minhas 5 manias literárias:

1 – Ler mais de um livro ao mesmo tempo

Gosto de fazer várias leituras ao mesmo tempo por alguns motivos: me ajuda na concentração, pois leio um pouco de cada livro, variando nos temas. Ajuda a exercitar a memória e por fim, sinto que leio mais em menos tempo.

2 – Ler o Livro de capa a capa

E quando eu falo isso, é de capa a capa mesmo. Leio aquelas orelhas da capa, a ficha bibliográfica, o índice, o prefácio, a introdução, os agradecimentos, o apêndice, a bibliografia e até o e-mail para mandar as impressões sobre o livro para o autor. Essa mania fez com que muitas vezes eu concluísse um livro mesmo tendo me desinteressado nele no meio da leitura.

3 – Estipular uma data para acabar

Toda vez que eu começo um livro, vejo a quantidade de páginas e já programo uma data para concluir a leitura. Faço isso para alcançar a minha meta de leitura anual, manter meu cronograma diário e evitar a procrastinação. Para controle das minhas leituras, utilizo um app chamado Minha Leitura. É simples, mas muito útil. Disponível no Google Play.

4 – Marcar os livros com lápis de cor combinando com a capa do livro

Aprendi como é bom marcar os livros e venho fazendo isso há alguns anos. Para escolher a cor que vou sublinhar, sempre busco uma que seja próxima com as cores da capa. Se o livro tem uma paisagem e um céu, provavelmente será azul. Escolho laranja para capas com essa cor predominante, assim para roxo, rosa e demais cores. Quando a capa é branca, vejo a cor da letra ou algum detalhe de outra cor para fazer a minha escolha. Uso essa técnica para livros de capa preta também.

5 – Visitar a livraria para conhecer os lançamentos

Se eu passar por uma livraria vou entrar com certeza. Gosto do ambiente e mais ainda de olhar os livros e conhecer as novidades. Até mesmo quando estou em conexão no aeroporto, aproveito os minutinhos para olhar as prateleiras e ver algum título novo. Muitas vezes eu não compro nada, porém seria pior não ter ido.

Essas foram as minhas 5 manias literárias. E você, tem alguma mania quando o assunto é livros? Deixe aqui nos comentários e nos acompanhe no Instagram também.

Boas leituras

Leia Mais
Compartilhe:

19/08/2018

Por que esquecemos a maioria dos livros que lemos e filmes a que assistimos




Texto de Julie Beck, na Folha de S.Paulo

As lembranças de Pamela Paul quanto a leituras são menos sobre as palavras e mais sobre a experiência. “Quase sempre me recordo de onde estava, e do livro em si. Lembro do objeto”, diz Paul, editora da revista The New York Times Book Review e pessoa que pode ser facilmente definida como alguém que lê um monte de livros. “Recordo a edição; recordo a capa; usualmente recordo onde comprei o livro, ou de quem o ganhei. O que não recordo —e isso é terrível— é tudo mais”.

Paul me contou, por exemplo, ter terminado recentemente de ler a biografia de Benjamin Franklin por Walter Isaacson. “Enquanto lia o livro, aprendi não tudo que se conhece sobre Ben Franklin, mas boa parte disso, e estava ciente da cronologia geral da revolução americana”, ela diz. “Agora, dois dias mais tarde, eu provavelmente não conseguiria resumir a cronologia da revolução americana”.

Certamente há pessoas capazes de ler um livro ou assistir a um filme uma vez, e reter a história perfeitamente. Mas, para muita gente, a experiência de consumir cultura é como encher uma banheira, entrar na água e depois vê-la escoando pelo ralo. Pode restar uma pequena quantidade de água na banheira, mas o resto se vai.

“A memória em geral tem uma limitação muito intrínseca”, diz Faria Sana, professora assistente de psicologia na Universidade de Athabasca, no Canadá. “É essencialmente um gargalo”.

A “curva do esquecimento”, o nome pelo qual o fenômeno é conhecido, é mais acentuada nas primeiras 24 horas depois que a pessoa recebe uma informação. Exatamente quanto a pessoa esquece, em termos percentuais, varia, mas a menos que ela revise o material, boa parte dele escorre pelo ralo depois do primeiro dia, e a perda aumenta nos dias subsequentes, o que deixa apenas uma fração do que a pessoa recebeu.

Presume-se que a memória sempre tenha funcionado assim. Mas Jared Horvath, pesquisador da Universidade de Melbourne, na Austrália, diz que a maneira pela qual as pessoas consomem informação e entretenimento hoje mudou o tipo de memória a que atribuímos valor —e a nova preferência não é pelo tipo que ajuda a reter a trama de um filme assistido seis meses atrás.

Na era da internet, a memória declarativa —a capacidade de acessar espontaneamente informações que a pessoa guarda na cabeça— se torna muito menos necessária. É boa para jogos de bar ou para recordar a lista de tarefas a fazer, mas, segundo Horvath, a chamada memória de reconhecimento se tornou em geral mais importante. “Desde que você saiba onde está a informação, e como acessá-la, não precisa da memória declarativa”, ele diz.

Pesquisas mostraram que a internet serve como uma espécie de memória externa. “Quando as pessoas antecipam ter acesso futuro a uma informação, elas recordam menos os detalhes dessa informação”, nas palavras de um estudo. Mas mesmo antes que a internet existisse, produtos de entretenimento serviam como memórias externas sobre eles mesmos. Ninguém precisa lembrar uma citação de um livro se puder consultá-lo. Quando surgiram os videotapes, tornou-se fácil voltar a assistir um filme ou programa de TV.

Não existe mais a sensação de que, se a pessoa não gravar uma dada informação em seu cérebro, ela se perderá.

Com os serviços de streaming e os artigos da Wikipédia, a internet rebaixou ainda mais o limiar da recordação, quanto à cultura que consumimos. Mas não é como se antes recordássemos mais ou melhor.

Platão foi um dos mais famosos ranzinzas da antiguidade, se o assunto era conservar memórias fora do cérebro. No diálogo que ele escreveu entre Sócrates e o aristocrata Fedro, Sócrates conta uma historia sobre o deus Thoth, o descobridor do “uso das letras”.

O rei egípcio Tamo diz a Thoth: “Essa sua descoberta criará o esquecimento nas almas dos aprendizes, porque eles não usarão sua memória; confiarão nos caracteres escritos externos e não recordarão sozinhos”. (É claro que as ideias de Platão só nos são acessíveis hoje porque ele as escreveu.)

“[No diálogo], Sócrates odeia a ideia de escrever porque acha que isso matará a memória”, diz Horvath. “E ele está certo. Escrever com certeza matou a memória. Mas pense em todas as coisas incríveis que obtivemos com a escrita. Eu não trocaria a escrita por uma memória declarativa melhor, em hipótese alguma”. Talvez a internet ofereça uma barganha semelhante: o usuário pode acessar e consumir toda a informação e entretenimento que desejar, mas não reterá a maior parte disso.

É verdade que as pessoas acumulam em seus cérebros muito mais do que são capazes de reter. No ano passado, Horvath e seus colegas da Universidade de Melbourne constataram que as pessoas que assistem a muitos episódios de séries de TV em rápida sequência esquecem o conteúdo dos episódios muito mais rápido do que as pessoas que assistem a um episódio por semana.

Pouco depois da conclusão de um episódio, o pessoal que assistia a múltiplos episódios em sequência registrava os melhores resultados em um teste de memória, mas passados 140 dias seus resultados eram inferiores aos dos espectadores que assistiam a um episódio por semana. Eles também reportaram curtir menos a série do que as pessoas que assistiam a um episódio por dia ou por semana.

As pessoas também estão consumindo palavras escritas em grande volume. Em 2009, o americano médio estava exposto a 100 mil palavras por dia, mesmo que não as “lesse” todas. É difícil imaginar que esse número tenha caído, nove anos mais tarde.

Em “Binge-Reading Disorder” [distúrbio da leitura compulsiva], um artigo para o jornal The Morning News, Nikkitha Bakshani analisa o significado dessa estatística. “Ler é uma palavra nuançada”, ela afirma, “mas o tipo mais comum de leitura é provavelmente a leitura de consumo – lemos, especialmente na internet, para adquirir informação, uma informação que não tem chance de se tornar conhecimento a menos que seja retida”.

Ou, nas palavras de Horvath, “é uma risadinha passageira, e você logo quer outra risadinha. Não estamos falando de aprender alguma coisa, e sim sobre uma experiência momentânea que leva a pessoa a sentir que aprendeu alguma coisa”.

A lição do estudo sobre leitura compulsiva é a de que, se a pessoa deseja recordar aquilo que assistiu ou leu, precisa espaçar o processo. Eu costumava me irritar na escola quando o curso de inglês requeria leitura de apenas três capítulos de um livro por semana, mas havia um bom motivo para isso.

A memória ganha força se a pessoa é forçada a reclamá-la constantemente, diz Horvath. Se a pessoa lê um livro todo de uma vez – por exemplo no avião -, a história ficará armazenada em sua memória de trabalho o tempo todo. “Ela jamais será reacessada”, ele diz.

Sana diz que é comum, quando lemos., que haja uma “sensação de fluência” falsa. A informação está fluindo para o cérebro, o leitor a está entendendo, e ela parece estar sendo armazenada em uma pasta que encontrará lugar na nossa biblioteca mental. “Mas na verdade ela não será fixada se o leitor não se esforçar, e não adotar certas estratégias que ajudam a lembrar”.

Pode ser que as pessoas ajam assim quando estão estudando ou lendo algo para o trabalho, mas parece improvável que, em seus momentos de lazer, façam anotações sobre “Gilmore Girls” para teste posterior. “Você pode estar vendo e ouvindo, mas talvez não esteja percebendo e escutando”, diz Sana. “E acho que é exatamente assim que agimos na maioria do tempo”.

Ainda assim, nem todas as memórias que não são armazenadas devidamente se perdem. Algumas delas podem estar retidas na memória, inacessíveis, até que a pista correta as libere – talvez uma cena de episódio anterior exibida no começo de um novo episódio de “Gilmore Girls”, ou uma conversa com um amigo sobre um livro que ambos tenham lido. A memória é “essencialmente associativa”, diz Sana.

Isso pode explicar por que Paul e outros se recordam do contexto em que leram um livro sem se recordarem de seu conteúdo. Paul mantém um “livro de livros”, apelidado de “Bob” [book of books], desde que estava no segundo grau – uma forma analógica de memória externa.

Ela anota no diário todos os livros que lê. “O Bob oferece acesso imediato aos lugares em que estive, psicológica e geograficamente, em cada dado momento de minha vida”, ela explica em “My Life With Bob”, livro que ela escreveu sobre seu livro de livros. “Cada anotação conjura uma lembrança que de outra forma poderia ter se perdido ou se tornado menos nítida, com o tempo”.

Em artigo intitulado “A Maldição de Ler e Esquecer”, para a revista New Yorker, Ian Crouch escreve que “ler tem muitas facetas, uma das quais pode ser bastante indescritível e naturalmente fugaz, uma mistura de pensamento, emoção e manipulação sensória que acontece no momento e desaparece. Que proporção da leitura, portanto, é só uma forma de narcisismo – um marcador de quem você era e em que estava pensando ao encontrar dado texto?”

Para mim, não parece narcisismo recordar as estações da vida com base na arte que as ocupou – a primavera dos romances de amor, o inverno das reportagens sobre crimes. Mas é verdade que, se você consome cultura na esperança de construir uma biblioteca mental à qual possa se referir a qualquer momento, é provável que se decepcione.

Livros, espetáculos, filmes e canções não são arquivos subidos para os nossos cérebros – são parte da tapeçaria da vida, entretecidos a tudo mais. De longe, pode ser difícil distinguir uma das meadas, mas ela estará lá.

“Seria bacana se nossas memórias fossem limpas – uma informação entra e em consequência a pessoa tem uma memória daquele fato”, diz Horvath. “Mas na verdade, todas as memórias são todas as coisas juntas”.

Julie Beck é editora sênior da revista The Atlantic, onde cobre família e educação

Tradução de PAULO MIGLIACCI

Leia Mais
Compartilhe:

23/07/2018

Como fazer as crianças gostarem de ler



Que leitura faz bem, todo mundo concorda. É uma ótima forma de passar o tempo, melhora o vocabulário, a escrita, exercita a empatia – já que a ficção coloca as pessoas em pontos de vista muito alheios aos delas -, dá prazer, entre tantas outras coisas boas. Mas, mesmo que seja um hábito tão bem visto – são poucas as pessoas que se tornam leitoras, de fato.

Por que isso acontece? Em algum momento da jornada, muita gente perde o interesse, diz que é chato, que não consegue. Em certas situações, a falta de vontade de ler começa na infância. No entanto, essa é a melhor fase para inserir esse importante hábito na vida da criança. 

Quer saber como fazer isso? Confira abaixo algumas dicas:

1. Dê livros de presente

Deixe que a criança tenha contato com livros desde bebê. Atente-se para a faixa etária e compre títulos lúdicos, que podem ainda ter a ver com a fase que o pequeno está passando. Por exemplo, chegou a hora do desfralde? Existem ótimos livros infantis abordando o tema. Por que não comprar um para ele? Faça a criança ter acesso ao universo literário desde cedo, as chances de que ela goste do hábito aumentam consideravelmente.

2. Espalhe livros pela casa

Crianças são curiosas e mexem em tudo, certo? Então por que não usar essa característica a favor da leitura? Espalhe livros pela casa, principalmente lugares onde ela costuma ficar mais. Existem livros de plástico para os bebês muito pequenos, interativos, de fábulas, as opções são muitas.

3. Leia com ela

Adquira o hábito de ler com a criança, pois além de estar incentivando a leitura, você estará fortalecendo ainda mais o vínculo entre vocês. Imite vozes, faça personagens, deixe o clima bem divertido.
Esse costume deve acontecer, inclusive, com recém-nascidos, pois os benefícios da leitura também são aproveitados por eles, tanto que a Academia Pediatra Americana recomenda que os pais leiam em voz alta para os filhos, desde o nascimento. Isso vai ajudando os pequenos a criarem vocabulário, além de ser um momento de interação importante na construção do relacionamento entre pais e filhos.

4. Crie um cantinho para leitura

Coloque alguns livrinhos em um espaço que a criança possa pegar, como uma cestinha, encha o canto de almofadas, pufes e tapetes, deixando-o bem confortável ou até mesmo faça uma bacana criativa. Ter um espaço de leitura mostra para a criança o quanto aquele hábito é importante e a estimula a querer ler sempre.

5. Seja um exemplo

Se você não é uma leitora ou leitor voraz ainda, talvez seja uma boa oportunidade agora que tem filhos. Crianças se espelham nos adultos de referência de sua vida para reproduzir comportamentos. Se veem os pais lendo, há grandes chances de que queiram “imitar” aquele hábito, e daí para gostar de ler é um passo.


Leia Mais
Compartilhe:

20/06/2018

Casamento Blindado: como superar conflitos


Livro casamento blindado ensina a superar os conflitos da relação. Foto: Divulgação

O livro Casamento Blindado teve a sua primeira edição lançada em 2012 e, desde então, tem se tornado uma das principais fontes de ajuda para pessoas que buscam fortalecer o seu relacionamento. Mesmo após anos de seu lançamento, ele segue constando na lista dos mais vendidos da Livraria Cultura, uma das mais tradicionais do mercado brasileiro.

Escrito pelo casal Cristiane e Renato Cardoso, o livro já conta com uma segunda versão. Publicado em 2015, Casamento Blindado 2.0 segue a receita da primeira publicação, além de tentar ajudar os leitores com novos aprendizados, incluindo como lidar com o fenômeno das redes sociais e com o estresse.

21 dicas Casamento Blindado

A publicação é dividida em capítulos, com 21 dicas, e procura guiar os casais a compreenderem melhor seus parceiros, tanto sobre o ponto de vista do homem e quanto da mulher. Basicamente, esse seria o livro Casamento Blindado resumo bem simplista.

Wesley e Elen Ximenes namoraram durante cinco anos e se casaram em 2013. Eles conheceram o livro em 2015, quando a esposa o leu. “Assim que ela descobriu, quis ler imediatamente. Isso porque Elen fazia alguns comentários comigo durante a leitura. Posteriormente, eu também li, em 2016”, conta Ximenes.




O casal mantém o site Quem Lê Ganha Mais, que é voltado para os amantes da literatura. Por conta disso, eles também publicaram uma crítica do livro Casamento Blindado, no qual a obra foi bastante elogiada e recomendada como uma leitura praticamente obrigatória para todos os casais.

Entendendo as diferenças

Para Ximenes, o maior ensinamento foi a compreensão de como superar as barreiras. “O livro nos ensinou que, para vencer, é preciso resolver os problemas como o funcionamento de uma empresa, por exemplo. Sentimento não é a ferramenta certa para isso. É necessário usar a razão”, afirma.

Elen e Wesley Ximenes leram o livro Casamento Blindado e buscam aplicar o aprendizado no relacionamento. Foto: Divulgação/Carine Rocha

Além desse detalhe, os trechos do livro que mais chamaram a sua atenção são os que falam sobre qual é o papel de cada um dos parceiros na relação. “Ele explica a função do homem e da mulher dentro do casamento e seus desafios na sociedade atual”, declara Ximenes. Já para Elen, o principal foi a citação bíblica de que o maior desafio para as mulheres é a necessidade de atenção, enquanto que para os homens o trabalho ocupa uma posição muito privilegiada.

Trabalhando as prioridades em conjunto

Letícia Marcelle casou em 2016, mas leu o livro enquanto ainda estava noiva. Mesmo tendo a obra há aproximadamente quatro anos, ela faz questão de ressaltar a importância da publicação na vida a dois. “O livro mudou a minha visão em compreender que meu marido também precisa de ajuda”, diz. “Muitas pessoas acreditam que a mulher é quem mais precisa de auxílio. Só que se dividirem as tarefas e mostrar para o marido que ele é capaz de fazer, a esposa consegue dar mais atenção e cuidado”.

Segundo Letícia, o livro também ajuda a compreender que casamento é alicerçado na base da parceria, e que para isso os dois precisam traçar um mesmo caminho. “No fim, o casamento é feito por duas pessoas, e não só por uma. Por isso é importante trabalhar todas as prioridades em conjunto”, ressalta.

Em sua leitura, o ponto que mais despertou a atenção foi o que destaca a importância em aprender a ouvir mais seu parceiro. “Nós mulheres falamos mais que os homens e muitas vezes nos irritamos por achar que eles não escutam e não respondem. Porém, comecei a me questionar se eu também ouvia o que ele tinha para me dizer. Por isso é importante a construção da parceria e do entendimento de que o casamento é formado por duas pessoas completamente diferentes e que se amam”, explica Letícia.

Não existe relação linear

Com o passar do tempo, alguns pequenos incômodos podem resultar em verdadeiras crises nucleares na relação. Segundo a terapeuta de casais Fabiana Guntovitch, é necessário compreender que não existem relacionamentos lineares. “Muitos casais ainda têm aquele sonho do ‘viveram felizes para sempre’, como se isso acontecesse por mágica ou sorte. Na realidade, tudo é uma escolha nossa. A vida é uma montanha-russa cheia de surpresas e a única maneira de permanecerem juntos é se o casal tiver um compromisso verdadeiro com a relação”, comenta.

Para Fabiana, não basta evitar essas situações, mas sim tentar solucionar os problemas sem criar crises profundas. “Nesse compromisso está implícito o cuidar, o apoiar e o respeitar, o nutrir, o surpreender, o sonhar junto, o carinho, o ‘eu te amo’ de todo dia, as gargalhadas, o prazer do toque, do sexo, de assistir a um filme de mãos dadas mesmo que já tenham se passado 30 anos juntos”, afirma a terapeuta.

Leia Mais
Compartilhe:

11/06/2018

44% dos brasileiros não leem; saiba como incentivar a leitura em casa

Hábito pode ser estimulado tanto em crianças como em adultos


Um relatório do Banco Mundial, divulgado em fevereiro de 2018, estima que o Brasil vai levar 260 anos para atingir o nível de leitura de países desenvolvidos. Aqui, de acordo com relatório Retratos da Leitura no Brasil, de 2016, encomendado ao Ibope Inteligência pelo Instituto Pró-Livro, 44% da população com cinco anos ou mais declarou não ter lido nenhum livro nos três meses anteriores à pesquisa. Os desafios são inúmeros e o caminho é árduo para promover o incentivo à leitura no país – tanto em crianças quanto em adultos.

No caso das crianças, é necessário que a atividade seja prazerosa. Por isso, uma dica é montar um cantinho da leitura em casa que seja aconchegante e divertido. Os pais são fundamentais nesse processo, porque, além de incentivarem o hábito, também criam um laço com seus filhos.

Prepare um espaço em casa específico para este momento, com luz adequada, uma cadeira confortável e comece a estimular a leitura. Como elas são muito imaginativas e lúdicas, principalmente nos primeiros anos de vida, vale até pensar em novos rumos para uma história ou finais diferentes.

Pratique regularmente em casa, até mesmo porque os professores nem sempre podem fornecer uma atenção individualizada e personalizada, já que o número de alunos pode ser alto. Se ela estiver aprendendo as palavras recentemente, não a repreenda quando houver um erro. Repita com calma as palavras que a criança errou para que ela possa aprender com tranquilidade. Fale sobre o livro e os personagens, mergulhe na história e converse com os pequenos sobre essa atividade.

A pesquisadora e professora de Língua Portuguesa Aileen Rosik diz que é importante que os pais não forcem este momento. “A criança não pode pensar que é um castigo. Se os pais a retiram de um momento de brincadeira para ler, ela vai associar a prática com algo ruim, uma obrigação. O ideal é que os pais sejam o exemplo de leitores praticantes e a convidem para a leitura, até ela mesma entender que esta é também uma atividade prazerosa, de lazer”.

A idade para se iniciar, de acordo com a especialista, é o quanto antes. “Existem pesquisas atuais que mostram que há um vínculo muito maior, logo após o nascimento, quando a mãe lê em voz alta para o seu filho, quando ele ainda está na barriga dela. Por meio da voz, a ligação se estabelece e essa prática cria laços de afeto para toda a vida. Antes mesmo de a criança entrar na fase da alfabetização, é interessante que ela tente, por meio das ilustrações, criar hipóteses de leitura. Isso estimula a criatividade e desenvolve o vocabulário”.

Leitura na fase adulta

Incentivar o hábito da leitura quando as pessoas já são adultas pode ser uma tarefa espinhosa – mas não impossível. O essencial é que a leitura esteja ao alcance do indivíduo de forma prática e descomplicada. Caso contrário, o hábito vai sendo deixado de lado para outras tarefas cotidianas e que possivelmente passarão na frente da atividade.

A pessoa adulta precisa entender os benefícios palpáveis do hábito de ler, como o ingresso à universidade, ao conhecimento e a novas oportunidades de trabalho e de emprego. Até mesmo o fato de debater com os amigos assuntos com maior propriedade é um argumento para a imersão no mundo dos livros.


Leia Mais
Compartilhe:

29/01/2018

Como ler mais livros em 2018



Ler é um hábito pouco comum entre a maioria dos brasileiros. Ainda que esse número tenha aumentado nos últimos anos, é menor que em muitos países. Mas mesmo contra as estatísticas é possível ler mais aderindo a alguns hábitos diários:

Criar meta de páginas diárias: O ideal é começar com poucas páginas toda manhã e depois se torna mais fácil manter o hábito. Cinco páginas por dia durante 365 dias do ano seria o mesmo que ler 1.825 páginas, o que equivale a vários livros. Este tempo de #leitura pode ser logo depois do café da manhã e não deve demorar mais que 10 minutos.

Esquematizar: Quando se planeja o dia, é preferível escolher o turno da manhã para fazer leitura, pois a mente está mais livre e descansada.
A melhor opção é inserir dentro do planejamento esse horário como se fosse um compromisso e assim fica tudo mais organizar e fácil de seguir.

Planeje a leitura depois do exercício: Nem todo mundo se exercita, mas mesmo um alongamento é benéfico e existem livros que comprovam que ler depois do exercício é muito bom, pois ativa os neurotransmissores do cérebro.

Torne o processo de ler agradável: Ler em lugares agradáveis. Isso vai do gosto de cada pessoa, como um café ou em um lugar que se sinta bem torna mais fácil em dias que a preguiça bater. Isso pode ser feito em casa também obviamente.

Elimine as distrações: Celulares e computadores são grandes distrações, assim como sons aleatórios ou pessoas que possam distrair do objetivo que é somente ler.

Antecipar os problemas antes que sejam uma barreira: Ter sempre os materiais e livros necessários para completar a leitura e outros itens que precisem ser arrumados no dia anterior, não escolher locais barulhentos ou com pessoas que queiram conversar, pois isso se tornará um problema ao longo do dia e não será possível tornar a tarefa concluída.

Externalizar o desejo de ler: Falar para as pessoas que está lendo certo livro faz com que se crie uma relação de importância e medo de fracassar frente as outras pessoas. Isso ajuda a criar mais responsabilidade e cumprir a tarefa.

Ler durante o caminho: Quando se está no ônibus ou metrô é possível ler muito e geralmente ajuda a ser menos entediante.

Audiobooks: São livros em áudio, na internet há milhares de opções e ainda pode ajudar se estiver aprendendo outro idioma, pois ouvir é uma parte muito importante do processo de aprendizagem.

Ler enquanto espera: Ler na fila de espera é muito fácil, quando se está sentado esperando ser chamado para uma consulta no médico, por exemplo.

Publicado no Blasting News
Leia Mais
Compartilhe:

05/12/2017

Os cinco livros favoritos de Bill Gates em 2017

Lista do cofundador da Microsoft inclui graphic novel, biografia e ficção. Para Gates, ler é sua forma favorita de incentivar a curiosidade

Bill Gates é um dos homens mais ricos do mundo e é de se esperar que o cofundador da Microsoft tenha uma agenda cheia. Mesmo assim, o empresário afirma ter entre os seus hábitos manter em dia a leitura com uma média de 50 livros por ano. 

"Ler é a minha forma favorita de incentivar a minha curiosidade. Apesar de eu ter sorte de encontrar com muitas pessoas interessantes e visitar lugares fascinantes através do meu trabalho, eu ainda penso que livros são a melhor forma de explorar novos tópicos que te interessam", escreveu em seu blog, o Gates Notes. 

Mas como o filantropo consegue arrumar tempo e manter a disciplina de ler cerca de um livro por semana? "Eu não me permito começar um livro que eu não vá terminar", disse um Gates descontraído em entrevista ao Quartz veiculada recentemente. E, bem, se você estiver lendo um livro extenso, é melhor você se sentar por uma hora, ele indica. O próprio afirma dedicar, pelo menos, uma hora por dia ao hábito.

Em 2017, Gates continua a sua tradição de compartilhar a sua lista dos livros favoritos lidos neste ano. Mesmo sendo um entusiasta de livros não ficcionais sobre economia, ciência e tecnologia, ele destacou exemplares de gêneros que incluem um graphic novel, uma ficção e uma biografia.

A seguir, a lista de Gates deste ano, com observações que o mesmo faz em seu blog.

1. O Melhor que Podíamos Fazer, de Thi Bui

"Este belo graphic novel é um livro de memórias profundamente pessoal que explora o que significa ser pai e refugiado. A família da autora fugiu do Vietnã em 1978. Depois de dar à luz a seu próprio filho, ela decide aprender mais sobre as experiências de seus pais crescendo em um país despedaçado por ocupantes estrangeiros".

Você pode encontrar o livro aqui. 

2. Evicted: Poverty and Profit in the American City, de Matthew Desmond 

"Se você quer uma boa compreensão de como as questões que causam a pobreza estão entrelaçadas, você deve ler este livro sobre a crise de despejo em Milwaukee. Desmond escreveu um retrato brilhante dos americanos que vivem na pobreza. Ele me deu uma melhor ideia do que é ser pobre neste país do que qualquer outra coisa que eu tenha lido". 

O livro de Desmond não conta ainda com edição em português. A versão no idioma original pode ser encontrada no link. 

3. Believe Me: A Memoir of Love, Death, and Jazz Chickens, de Eddie Izzard 

"A história pessoal de Izzard é fascinante: ele sobreviveu a uma infância difícil e trabalhou incansavelmente para superar sua falta de talento natural e se tornar uma estrela internacional. Se você é um grande fã dele, como eu sou, você vai adorar este livro. Sua escrita é muito semelhante à sua voz no palco, e eu me encontrei rindo em voz alta várias vezes ao lê-lo". 

O livro publicado pela Editora Penguin em 2017 ainda não conta com tradução para o português. No idioma original, pode ser encontrado no site da Amazon. 

4. O Simpatizante, de Viet Thanh Nguyen

"A maioria dos livros que li e filmes que vi sobre a Guerra do Vietnã se concentraram na perspectiva americana. O romance premiado de Nguyen oferece uma visão muito necessária sobre o que era ser vietnamita e estar entre os dois lados. Apesar de ser obscuro, 'O simpatizante' é uma história emocionante sobre um agente duplo e as dificuldades em que ele se encontra."

O vencedor do Pulitzer de 2016 na categoria ficção pode ser encontrado para comprar no link.

5. Energy and Civilization: a History, de Vaclav Smil

"Smil é um dos meus autores favoritos, e esta é a obra-prima dele. Ele explica como a nossa necessidade por energia moldou a história humana - desde a era das usinas até a busca de energia renovável. Não é o livro mais fácil de ler, mas, ao final, você se sentirá mais inteligente e informado sobre como a inovação energética altera o curso das civilizações."

Publicado neste ano, a obra de Smil não conta ainda com versão traduzida. Em inglês, pode ser encontrada neste link.



Leia Mais
Compartilhe:
 

Siga-nos no Instagram