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Os cinco livros favoritos de Bill Gates em 2017

Lista do cofundador da Microsoft inclui graphic novel, biografia e ficção. Para Gates, ler é sua forma favorita de incentivar a curiosidade

Bill Gates é um dos homens mais ricos do mundo e é de se esperar que o cofundador da Microsoft tenha uma agenda cheia. Mesmo assim, o empresário afirma ter entre os seus hábitos manter em dia a leitura com uma média de 50 livros por ano. 

"Ler é a minha forma favorita de incentivar a minha curiosidade. Apesar de eu ter sorte de encontrar com muitas pessoas interessantes e visitar lugares fascinantes através do meu trabalho, eu ainda penso que livros são a melhor forma de explorar novos tópicos que te interessam", escreveu em seu blog, o Gates Notes. 

Mas como o filantropo consegue arrumar tempo e manter a disciplina de ler cerca de um livro por semana? "Eu não me permito começar um livro que eu não vá terminar", disse um Gates descontraído em entrevista ao Quartz veiculada recentemente. E, bem, se você estiver lendo um livro extenso, é melhor você se sentar por uma hora, ele indica. O próprio afirma dedicar, pelo menos, uma hora por dia ao hábito.

Em 2017, Gates continua a sua tradição de compartilhar a sua lista dos livros favoritos lidos neste ano. Mesmo sendo um entusiasta de livros não ficcionais sobre economia, ciência e tecnologia, ele destacou exemplares de gêneros que incluem um graphic novel, uma ficção e uma biografia.

A seguir, a lista de Gates deste ano, com observações que o mesmo faz em seu blog.

1. O Melhor que Podíamos Fazer, de Thi Bui

"Este belo graphic novel é um livro de memórias profundamente pessoal que explora o que significa ser pai e refugiado. A família da autora fugiu do Vietnã em 1978. Depois de dar à luz a seu próprio filho, ela decide aprender mais sobre as experiências de seus pais crescendo em um país despedaçado por ocupantes estrangeiros".

Você pode encontrar o livro aqui

2. Evicted: Poverty and Profit in the American City, de Matthew Desmond 

"Se você quer uma boa compreensão de como as questões que causam a pobreza estão entrelaçadas, você deve ler este livro sobre a crise de despejo em Milwaukee. Desmond escreveu um retrato brilhante dos americanos que vivem na pobreza. Ele me deu uma melhor ideia do que é ser pobre neste país do que qualquer outra coisa que eu tenha lido". 

O livro de Desmond não conta ainda com edição em português. A versão no idioma original pode ser encontrada no link

3. Believe Me: A Memoir of Love, Death, and Jazz Chickens, de Eddie Izzard 

"A história pessoal de Izzard é fascinante: ele sobreviveu a uma infância difícil e trabalhou incansavelmente para superar sua falta de talento natural e se tornar uma estrela internacional. Se você é um grande fã dele, como eu sou, você vai adorar este livro. Sua escrita é muito semelhante à sua voz no palco, e eu me encontrei rindo em voz alta várias vezes ao lê-lo". 

O livro publicado pela Editora Penguin em 2017 ainda não conta com tradução para o português. No idioma original, pode ser encontrado no site da Amazon

4. O Simpatizante, de Viet Thanh Nguyen

"A maioria dos livros que li e filmes que vi sobre a Guerra do Vietnã se concentraram na perspectiva americana. O romance premiado de Nguyen oferece uma visão muito necessária sobre o que era ser vietnamita e estar entre os dois lados. Apesar de ser obscuro, 'O simpatizante' é uma história emocionante sobre um agente duplo e as dificuldades em que ele se encontra."

O vencedor do Pulitzer de 2016 na categoria ficção pode ser encontrado para comprar no link.

5. Energy and Civilization: a History, de Vaclav Smil

"Smil é um dos meus autores favoritos, e esta é a obra-prima dele. Ele explica como a nossa necessidade por energia moldou a história humana - desde a era das usinas até a busca de energia renovável. Não é o livro mais fácil de ler, mas, ao final, você se sentirá mais inteligente e informado sobre como a inovação energética altera o curso das civilizações."

Publicado neste ano, a obra de Smil não conta ainda com versão traduzida. Em inglês, pode ser encontrada neste link.



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O brasileiro lê muito




A reflexão necessária é de que há uma espécie de preconceito aberto e declarado, como se chamar o povo de burro fosse regra, ou que as pessoas não compram livros nem leem aquilo que certa elite gostaria porque são ignorantes. Também há a hipótese de que a desinformação sobre o mercado do livro e os índices de leitura seja gigantesca, e que mesmo bons jornalistas e profissionais da comunicação têm dificuldade em encontrar dados que derrubem esse conceito, ou preconceito, sobre os índices de leitura.

População

Não podemos, porém, deixar de observar que para o tamanho do país e da população; se comparados a vizinhos como Argentina, nossa leitura per capta é de fato tímida.

E que a leitura poderia ser melhor, visto, por exemplo, a ausência de leitores com seus livros abertos em lugares públicos como em metrôs e ônibus. Mas, para isso, é bom não esquecer que nas universidades muito ainda se usa; infelizmente, as tais cópias “xerox”, como substituição ao livro, e que essas cópias não entram nos números, tampouco cálculos estatísticos; ou sequer passam nos olhos ávidos de quem procura um leitor de livro aberto numa estação de metrô.

Lemos mal

Em verdade, e aqui uma opinião mais do que honesta, é de que embora leiamos muito a realidade é de que lemos mal, e muito mal. O fato de encontrarmos livros infanto-juvenis adotados em escolas com erros de pontuação e histórias frouxas; ruins, é um comprovador.

Também é comum encontrar autor que se autopublica dizendo vender bem a cada nova tiragem ou novo título; e depois descobrirmos que seus leitores; e eles existem como se comprova na gráfica ou nas vendas pelo KDP da Amazon; não percebem como fracas são suas histórias e como confusos são seus pensamentos ou mesmo a organização do seu texto.

Livros

Há, também, nesse deserto do texto ruim, livros impressos fora do país mas vendidos a preços impressionantemente baixos, livros estes muitas vezes com histórias sofríveis e ilustrações deprimentes.

E ainda há os títulos traduzidos às pressas ou por maus tradutores; e aqui entra a literatura adulta de qualquer área; como outro sinal da má qualidade do que chega ao leitor; que, por sua vez toma aquilo como uma média do que pode ser escrito e do que deve ser lido. Em outras palavras, o referencial do que é bom em escrita e leitura, no Brasil, é um desespero de tão ruim.

Em outros artigos defendi e sigo defendendo a importância da escrita criativa e suas oficinas, pois; como referência, nos EUA pós-guerra; esse foi um dos instrumentos para não só movimentar o mercado norte-americano como por outro reforçar a educação fora das escolas.

Brasil

Enquanto isso, neste Brasil continental de história tão amiga à elites que preferem a escravidão à liberdade; talvez não devesse soar estranho afirmar que o povo brasileiro simplesmente não lê porque é ignorante.

Mas não sou da elite, sou do povo, do estudante da escola pública, e dos otimistas; pois gosto de pensar que apesar das elites e de nossa história de golpes e massacres, o povo ainda lê, e ainda quer ler mais e melhor. E, quem sabe, talvez aí esteja a tarefa dos editores; autores e agentes do mercado: superar o preconceito e fazer mais e melhor pelo leitor brasileiro.

Paulo Tedesco, é escritor, consultor e professor de produção escrita editorial. 


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Você conhece o papel da literatura no desenvolvimento infantil?



A literatura infantil é um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, ampliar o vocabulário, trabalhar sentimentos de forma prazerosa e significativa e alfabetizar-se, nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Mas o contato com a literatura na infância permite, ainda, que a criança se coloque em diferentes papéis e aprenda, desde cedo, a apreciar a arte.

Para Andrea Bade Fecher, gestora do Bom Jesus Menino Jesus, em Petrópolis (RJ), é difícil, ou melhor, impossível dizer o papel da literatura no desenvolvimento infantil. “Podemos destacar alguns, como a função social: ler para se informar, ampliar o repertório, socializar o conhecimento, agregar valores etc. Em relação ao desenvolvimento, durante a leitura, são ativadas diversas áreas cerebrais ao mesmo tempo. À medida que lemos, ativamos nossas memórias e os campos: visuais, auditivos, da criatividade e, por vezes, até olfativos. Sem contar que não aprendemos apenas com as nossas experiências; aprendemos na interação com seres e objetos, o que torna a literatura uma grande fonte de aprendizado”, afirma.

A criança que tem o contato com a literatura estimulado amplia consideravelmente seu repertório na língua materna (ou outras línguas, caso já tenha contato com elas), e é capaz de relacionar, interpretar e fazer inferências com maior facilidade, melhora sua ortografia e expande seu potencial criativo.

Segundo Andrea, os pais podem estimular a leitura com o exemplo dentro de casa. “Crianças são atentas – não adianta os pais dizerem que a leitura é importante se o filho nunca os viu lendo. Há pesquisas em neurociência que mostram que todo novo hábito pode ser criado em 21 dias. Então vamos lá, faça o seu planejamento e mantenha com seu filho uma rotina de leitura”, incentiva a gestora, que entende que a escola tem papel fundamental nesse processo, pois é nela que o aluno terá contato com leitura de forma mais técnica. “No Bom Jesus, trabalhamos com títulos e autores diversificados, escolhidos com muito critério. Os alunos leem os livros do projeto de leitura, outros que têm relação com o tema do projeto desenvolvido pela turma, leem livros da ciranda de leitura feita em sala de aula e contam ainda com títulos, separados por faixa etária, nas bibliotecas das unidades de ensino. Já no 1º ano são estimulados a ler para a turma ou a dramatizar histórias lidas individualmente ou em grupo. Quando maiores, são estimulados a leituras mais densas, fazem trabalhos orais, expositivos e avaliações em que podem colocar suas descobertas acerca da leitura realizada”, explica.

Então, não se esqueça: na hora da leitura, nada de preconceito! Explore, com a criança, os diversos gêneros textuais, descubra seu campo de interesse, crie uma rotina agradável e divirta-se neste momento único entre pais e filhos!

Publicado no G1


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Clube de Leitura 2018 - CPB



Todos os anos a Casa Publicadora Brasileira seleciona e lança livros especiais para diferentes faixas etárias, os quais compõem a lista de títulos do Clube de Leitura da editora. Em 2018 teremos uma série de livros novos e dois deles voltados para a área de saúde.

Aqui você confere a lista completa e durante o ano de 2018 você vai poder acompanhar as resenhas que publicaremos aqui no Blog. Você também pode conferir a lista dos anos anteriores: 2017, 2016 e 2015   

Vamos aos títulos:



Crianças e Aventureiros
Meu primeiro livro de saúde – Julie McPherson

Este livro foi feito para que você aprenda a ser feliz e saudável enquanto é criança, para continuar sendo assim quando for adulto e até bem velhinho. Já pensou em como seria bom se sentir bem e jovem para sempre? Você pode! E este livro mostra como.







Adolescentes e Desbravadores
Quem foi esse Jovem? – Maria Isabel Mateo Lara

Conheça a história de jovens que viveram durante os tempos bíblicos e descubra suas forças e fraquezas em mais de 50 atividades.




Jovens
Ouse pedir mais – Melody Mason

Este não é apenas um livro sobre oração. É um testemunho pessoal e marcante do poder da oração na vida da autora e de pessoas que se entregaram completamente a Cristo. Por experiência própria, Melody Mason pode dizer que a oração é uma "chave que abre um novo mundo de vida e possibilidades infinitas".

Se em sua vida o poder da oração já foi sentido como sendo real, esse livro irá ajudar você a se fortalecer em sua jornada de fé. Mas se você ainda deseja encontrar o sentido de uma conversa com o Deus que é invisível, essa obra irá abrir seus olhos para uma nova realidade do mundo espiritual.

Deus é real e se comunica com você. não se limite apenas àquilo que está ao alcance de suas mãos. Os planos de Deus são sempre maiores. Por isso, tome hoje uma decisão: ouse pedir mais.


Universitários
Um milagre após o outro – Greg Budd

Pavel Goia já sabia aos cinco anos de idade que Deus o havia chamado para cumprir uma missão. No entanto, quando chegou à adolescência, desfrutar a vida com seus amigos era bem mais importante do que a religião de sua família. Além do mais, a Romênia comunista era hostil ao cristianismo.

Deus captou sua atenção em uma noite inesperada, e sua vida deu uma reviravolta. Pavel fez uma aliança com Deus, e sua dedicação a essa aliança foi testada quase imediatamente. Ele, porém, permaneceu fiel. Muitos milagres se sucederam em favor desse jovem rapaz que confiou cada aspecto de sua vida a Deus.

Qual foi o resultado dessa constante lealdade a Deus? Mil e oitocentos quilos de vidros suspensos no ar em uma caixa sem fundo; uma lei aprovada pelo presidente Ceausescu que obrigou uma universidade a permitir que Pavel continuasse seus estudos; e um morto ressuscitado, só para citar alguns.

Sim, Deus ainda realiza grandes milagres!


Livro do Ano
Conselhos sobre o Regime Alimentar – Ellen G. White

As afirmações enquadradas neste volume foram escritas, muitas delas, em uma época em que a ignorância prevalecia no setor dietético e quando a reforma alimentar era impopular. Tem sido uma satisfação testemunhar com o evoluir da marcha do estudo científico, a plena veracidade dos grandes princípios expostos nesta obra. Que os conselhos dados contribuam para a conservação de nosso mais rico tesouro: A saúde.

Publicado originalmente em 1938.



Inclua já esses livros em sua lista de leitura para o ano de 2018, pois Quem Lê Ganha Mais!

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Professor que usou Bíblia para dar aulas de história a presos recebe prêmio


Di Gianne percebeu a grande quantidade de Bíblias disponíveis dentro da escola do presídio e decidiu utilizar o livro mais comum do sistema prisional


O professor de história mineiro Di Gianne de Oliveira Nunes está entre os 10 vencedores do “Oscar da educação”. Di Gianne, que leciona há 10 anos, colocou em prática um novo método para prender a atenção de seus alunos da Educação de Jovens e Adultos e Ensino Médio (EJA) da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) em Lagoa da Prata, na Região Centro-Oeste de Minas Gerais: usou a Bíblia para ensinar história aos seus alunos. O prêmio, que reconhece professores de todo o país, foi criado há 19 anos e já reconheceu 211 educadores. Este ano, a Fundação Victor Civita recebeu 5.006 projetos inscritos e 10 foram vencedores da categoria Educadores Nota 10. Di Gianne é o único que representa o estado de Minas Gerais e recebeu o reconhecimento. Agora, concorre como Educador do Ano.

“Regime fechado, visão aberta”, esse foi o nome escolhido por Di Gianne Nunes para seu projeto. Professor de escola pública e privada, foi na Apac que surgiu a ideia de procurar por um método de estudo diferente. “Na unidade prisional, quando eu estava dando aula sobre império romano, um aluno me questionou se existia a possibilidade de estudar por meio da Bíblia. Foi então que percebi que a grande quantidade de Bíblias disponíveis dentro da escola do presídio. Agora, vou utilizar o livro mais comum do sistema prisional a nosso favor”, conta o professor. Ele demorou cerca de dois meses para se preparar para as aulas.

O primeiro desafio enfrentado pelo docente foi separar a fé do histórico. “O cenário da Bíblia é histórico e fértil. Mergulhamos em um trabalho intenso para estudar, analisando as tradições, as culturas e as sociedades dos romanos e dos gregos. Como no presídio os alunos não têm acesso à internet, usamos a Bíblia e os livros de história. Ora líamos um, ora outro e, depois, discutíamos se o fato era comprovado pela arquelogia”, conta. Os alunos aprenderam e se dedicaram: “Eles ficavam ansiosos para as aulas”, diz.
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As aulas ajudam, inclusive, em outras disciplinas, como literatura e atualidades, para entender os conflitos no Oriente Médio hoje. “Mudou o rendimento na sala de aula. Até na biologia, a lepra, por exemplo, muito citada na Bíblia. Ainda tem preconceito e isso vem desde a época. E tudo isso a gente vai refletindo, desconstruindo.” Além disso, a autoestima dos alunos aumentou e eles ficaram mais confiantes. “A mãe de aluno me ligou e disse, chorando: ‘Meu filho só tinha saído no jornal em páginas policial e, agora, todo mundo voltou a acreditar nele. De repente, ele era vencedor num projeto educacional em nível nacional”, lembra o professor.

Como ele ficou entre os 10 vencedores recebeu R$15 mil. Di Gianne resolveu devidir o valor entre os alunos da turma do EJA: “Nada mais justo. Eles são os protagonistas”, comentou. Agora, no fim de outubro, o professor vai à capital paulista junto com os outros docentes para concorrer ao título de Educador do Ano. Caso fique em primeiro lugar, receberá um vale presente de R$ 5 mil para a escola onde aplicou o trabalho e outro, em igual valor, de R$5 mil, para a escola onde aplicou o trabalho.

Larissa Ricci, no Correio Brasiliense


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Que tipo de livro ler para as crianças?


Pesquisa da Universidade de Sussex (Reino Unido) constatou que as crianças assimilam menos vocabulário quando os livros infantis têm muitas figuras


Uma pesquisa da Universidade de Sussex (Reino Unido), com crianças de 3 anos, constatou que, quando os livros infantis têm muitas figuras, os pequenos assimilam menos vocabulário. No experimento, um mediador leu dois tipos de livros (com texto e ilustrações), mas um com imagens só na página da direita e, outro, com imagens em ambas as páginas.

Os resultados mostraram que, no segundo modelo, as crianças ficavam um pouco perdidas e não associavam os objetos desenhados ao texto. Já quando as figuras ocupavam apenas um lado, elas armazenaram o dobro de palavras. Os pesquisadores descobriram, ainda, que se o adulto direciona o olhar dos pequenos para a palavra, apontando o objeto correspondente, esse “excesso” de imagens não interfere na aquisição de vocabulário. Mas, atenção, isso não quer dizer que a leitura precise ser sempre feita dessa maneira.

“Se, por um lado, a mediação entre a criança e o livro é fundamental para desenvolver uma cultura da leitura, por outro, desde cedo a criança é capaz de desenvolver uma leitura própria – o ler para si –, que possibilitará que ela adquira uma atitude voluntária e espontânea, em uma experiência independente, lúdica e gratificante”, explica a psicóloga e psicopedagoga educacional Marisa Irene Siqueira Castanho, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia. Aprender novas palavras é importante, mas os desenhos estimulam a imaginação e o gosto pelas artes. Então, busque o equilíbrio, sem estresse.

Publicado na Crescer


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Que tal presentear os pequenos com livros no Dia das Crianças?



O Dia das crianças está chegando e os pedidos dos pequenos já começaram. As listas estão recheadas de nomes de brinquedos, não é mesmo? E os livros? Entrou algum pedido de livro na lista? Claro que as crianças podem ganhar brinquedos, mas temos estimulado o potencial leitor de nossos filhos?

A quarta edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope Inteligência e considerada o maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, aponta que 33% dos leitores respondentes sofreram a influência de alguém para começar a gostar de ler. Destes 33%, 19% dos entrevistados alegaram que algum dos responsáveis ou parente influenciou seu desejo pela leitura. Percebe-se a partir destes dados que a família tem grande relevância na formação de leitores.
 
Retratos da Leitura no Brasil – IPL – Base: Amostra (5.012) – Pessoas que influenciaram no gosto pela leitura.


A pesquisa aponta ainda que, em relação ao hábito de leitura dos pais, 17% dos entrevistados leem com frequência, 24% leem às vezes e 53% nunca leem. Os resultados também demonstram que a relação entre a maior escolaridade dos pais de leitores quando comparada à escolaridade dos pais de não leitores. Nesta última pesquisa, apenas 12% das mães e 11% dos pais dos leitores são analfabetos. Já em relação aos não leitores, 28% das mães e 25% dos pais são analfabetos.

A pesquisa informa que as principais formas de acesso ao livro são: compra em loja física ou pela internet 43%, presente 23% e empréstimo de algum familiar ou amigo 21%. Entre os leitores, 48% afirmam receber livros como presentes da família. Entre os que compraram livros nos últimos 3 meses, esse percentual cresce para 56%.

Dentre os fatores que influenciam na escolha de um livro para a leitura, foram citados: tema ou assunto (30%), dicas de outras pessoas (11%) e o autor (12%). Já as principais razões para a leitura, foram citados: gosto (25%), atualização cultural ou conhecimento geral (19%) e distração (15%). O “tema ou assunto” influencia mais a escolha dos adultos e daqueles com escolaridade mais elevada, atingindo 45% das menções entre os que têm Ensino Superior. Já a “capa” de um livro é o principal motivo de escolha na faixa etária entre 5 e 13 anos. Nas faixas etárias correspondentes aos ciclos da escolarização básica (Ensino Fundamental e Médio), as “dicas dos professores” são as de maior peso para aqueles que estão entre os 5 e os 10 anos de idade.

Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – IPL – Base: Leitores (2798) – Fatores que influenciam na leitura de um livro.

De acordo com o estudo, ter um influenciador de leitura dentro de casa faz bastante diferença para criar novos leitores, crianças que crescerão com o hábito de ler. Os índices que se referem aos pais ainda são baixos, há muito a se melhorar. As políticas de fomento à leitura que o IPL promove têm como intuito proporcionar momentos literários e de estreitamento das relações entre os pais e filhos. 

Então, que tal aproveitar o Dia das Crianças e presentear com um livro? Escolha temas que sejam do interesse do seu filho, reserve tempo para ler com ele e ajude-o a descobrir novas aventuras e aprendizados por meio da leitura.


Sobre o Instituto Pró-Livro: Instituto Pró-Livro (IPL), foi criado no final de 2006 pelas entidades do livro – Abrelivros, CBL e SNEL, com o objetivo principal de fomento à leitura e à difusão do livro. Iniciou suas atividades em 2007. Atualmente é mantido pelas entidades fundadoras e por contribuições voluntárias de editoras.  As entidades do livro, representando a cadeia produtiva, fundaram o Instituto Pró-Livro assumindo o compromisso de responsabilidade social junto a representantes do governo e sociedade civil, para a promoção de ações de fomento à leitura, orientado pela missão de transformar o Brasil em um país de leitores. O IPL realiza periodicamente a pesquisa Retratos da Leitura do Brasil, maior e mais completo estudo sobre o comportamento do leitor brasileiro, para avaliar impactos, orientar políticas públicas do livro e da leitura, promover a reflexão e estudos sobre os hábitos de leitura do brasileiro e, desta forma, melhorar os indicadores de leitura e o acesso ao livro. www.prolivro.org.br
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7 razões para você começar já a ler antes de dormir

Ler um livro de papel (com cheirinho de papel) antes de dormir tranquiliza tanto quanto tomar uma jarra de chá de camomila!

Isabella Otto, na Capricho

Você sabia que a insônia não é mais um drama só de pessoas mais velhas? Os mais novos também estão tendo dificuldades para dormir. Assistir à séries e/ou usar o celular enquanto tenta pegar no sono é um perigo! A luz desses aparelhos eletrônicos atrapalha a produção de melatonina, hormônio que regula o sono. Então, já deu para perceber que se distrair naquele joguinho na cama, principalmente se o quarto já estiver todo escuro, não é uma boa ideia. Mas o que fazer?!

Que tal reservar aquela uma horinha antes de dormir para ler um livro? Pode ser um mais leve ou até mesmo aquela leitura obrigatória que vai cair na prova. Além de você otimizar o seu tempo – pois, com a correria do dia a dia, fica muitas vezes complicado encontrar um tempo para ler -, você vai dormir muito melhor! Abaixo, listamos algumas razões para você investir na leitura de um livro (nada de e-book, hein?) enquanto tenta pegar no sono.

1. É cientificamente comprovado que ler antes de dormir alivia o estresse
De acordo com um estudo realizado pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, em 2009, o fato de você se desligar do mundo real ao ler um livro alivia as tensões musculares e ainda diminui o ritmo dos batimentos cardíacos.

2. Os olhos ficam cansados e as pálpebras pesadinhas
Isso também acontece quando você passa muito tempo na frente da tela do celular, por exemplo. Mas, nesse caso, é porque a luz interfere diretamente na sua visão. No caso da leitura de um livro, não há nenhuma luz direcionada para o seu rosto. É puro cansaço do soninho chegando…

3. Você não fica alerta pensando nos problemas que tem para resolver
É muito comum deitarmos nossa cabeça no travesseiro e começarmos a pensar na vida. Isso nem sempre é bom, porque você pode se concentrar nos pepinos do dia a dia e acabar ficando em estado de alerta. Ao ler um livro, você se teletransporta para outro mundo e acaba se esquecendo um pouquinho dos problemas reais. É ótimo!

4. A prática te deixa mais saudável a longo prazo
Além de te deixar bem mais criativa, pesquisas comprovam que ler um pouquinho por dia exercita o cérebro e trabalha partes que, no futuro, poderiam ser afetadas pelo Alzheimer, doença que destrói progressivamente a memória.

5. O silêncio faz seu corpo relaxar
Ver TV antes de dormir funciona para algumas pessoas, mas outras acabam não sentindo sono justamente pelo som que o televisor emite. Ao ler um livro, mesmo que você escute uma música baixinha ou aposte nos audiolivros, é diferente e o corpo também interpreta aquele som de outro modo.

6. O escurinho ativa a produção de melatonina
Se você ainda não tem um abajur na sua cabeceira ou próximo à cama, talvez seja hora de investir em um de luz amarela. Além de criar um ambiente perfeitamente gostosinho para a sua leitura noturna, o combo “escurinho + livro” faz seu corpo produzir mais hormônio do sono e, consequentemente, relaxar.

7. A qualidade do sono melhora
De repente, você pode até se empolgar e ler por mais tempo do que estava pretendendo (o que também não é muito bom, hein?), mas apenas 20 minutinhos basta para o seu corpo já sentir o relaxamento causado pela leitura de um livro. A menor agitação afeta diretamente o seu sono, que se torna mais contínuo e com menos pesadelos.


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Resenha do Livro - Estarei Pronta no Sábado



Adquirir novos hábitos nem sempre é fácil, porém é sempre agradável viver em um lar limpo, bem organizado e ser uma família feliz!

Sabe aquele ditado “Os melhores perfumes estão nos menores frascos”? Pois é, ele é completamente aplicável a esta obra que possui apenas 88 páginas e uma grandiosidade de ideias.

É um desafio para a mulher adventista chegar ao sétimo dia da semana com a casa em ordem, comida para o sábado pronta, e ainda um sorriso no rosto de gratidão. Até conseguimos acabar os afazeres, mas o cansaço é grande e muitas vezes nos leva ao estresse. Outro desafio para as donas de casa é manter a casa sempre em ordem durante a semana.

Nossos lares refletem o nosso Cristianismo.

Esse livro produzido pela Divisão Sul Americana foi adaptado por Marly Reis baseado em “É sexta feira!.. Oh não!... É quase sábado novamente” de Yara Cerna Young. Com esta leitura você poderá aprender como organizar seus afazeres domésticos de tal maneira que sua casa estará sempre limpa e organizada e assim você receberá o sábado de forma mais tranquila e alegre. Outros conhecimentos compartilhados pela autora incluem:
·         A importância do dia de sábado
·         Dicas para as mulheres que trabalham fora
·         Como tornar o sábado um dia especial e alegre para toda a família
·         Como receber visitas inesperadas
·         Como manter a casa arrumada no sábado
·         Como dividir os afazeres com esposo e filhos

Ao final há receitas práticas para serem preparadas em dias que você tem pouco tempo.

Eu amei esta obra! Já estou adaptando os conhecimentos à minha realidade. Eu já dividia os meus afazeres domésticos, só que com esta leitura aprendi a dividir de tal maneira que o foco fosse passar um sábado feliz. De nada adianta uma casa impecável com pessoas tristes e resmungonas dentro. É preciso também preparar o nosso espírito para termos um lar feliz durante toda a semana.

Indico a leitura para todos aqueles que querem honrar a Deus santificando o sábado e fazendo do lar um pedacinho do Céu.

As palavras convencem menos do que um bom estilo de vida, e isso inclui a forma de administrar e manter a casa.



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