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16/03/2021

Resenha do livro - Surpreendido pelo Sentido

 



Ser humano é ansiar por sentido.

O livro Surpreendido pelo sentido publicado pela editora Hagnos, fala sobre Ciência, Fé e como conseguimos que as coisas façam sentido. O autor é Alisther McGrath, ele tem competência para falar sobre Ciência e Fé já que é graduado em química e teologia, doutor em Biofísica Molecular e também doutor em Teologia.

 

Não sei se você percebeu o título do livro lembra Surpreendido pela Alegria, escrito por C S Lewis. E sim isso foi proposital, já que Alisther se identifica e se inspira muito em Lewis. Inclusive foi ele quem escreveu uma das principais biografias de Lewis. Eles não foram contemporâneos, mas há algumas semelhanças interessantes entre os dois: ambos nasceram na Irlanda na região de Belfast, Alisther estudou no mesmo colégio que a mãe de Lewis, os dois foram ateus na juventude e se tornaram cristãos. Ambos decidiram viver a fé cristã na igreja anglicana. Assim como Lewis, Alisther estudou em Oxford e trabalhou em Cambridge. C. S. Lewis ficou conhecido como o Grande apologista cristão do século 20, enquanto Alisther é considerado um dos mais influentes pensadores cristãos da atualidade.

 

Em Surpreendido pela Alegria C. S. Lewis como um bom professor de Literatura e Língua Inglesa traçou a importância da literatura em conduzi-lo a saciar seu anseio mais profundo de deslumbramento, o que ele chamou de Alegria. A conversão de Lewis foi extremamente ligada aos livros.

 

Em Surpreendido pelo Sentido, Alister como um bom cientista conta que a sua conversão foi um ato do livre pensamento. Para ele o cristianismo contém uma dimensão para atribuir sentido. E ele faz um paralelo com a Ciência, que diz respeito a atribuir sentido. O método científico parte do princípio de identificar padrões no mundo natural e buscar estruturas mais profundas para explicar esses padrões. 

 

A explicação científica busca sentido para as nossas observações e experiências e, seleciona a teoria que faz mais sentido. Portanto, sempre haverá um elemento de dúvida em qualquer teoria, já que a Ciência trabalha com verdades falseáveis; verdades que podem ser contestadas. Além disso a Ciência reconhece que sempre haverá múltiplas interpretações das nossas observações.

 

Algumas teorias não podem ser provadas, mesmo fazendo sentido. Enquanto outras podem ser provadas, mas não adicionam sentido em nossas vidas, não nos dão nem um propósito ou motivo para viver.

 

A crença em Deus dá sentido à existência, mas não pode ser provada. Assim como o ateísmo também é improvável. Para Alisther Cristianismo e Ateísmo são tipos de fé.

 

Segundo o autor os limites da ciência devem ser respeitados, se não ela passa a ser prejudicada e explorada por indivíduos com agendas ideológicas. A ciência não deve sofrer interferência de dogmas religiosos ou anti religiosos.

 

É um problema quando cientistas fingem ser religiosos ou quando religiosos fingem ser cientistas. Eu me sinto desconfortável quando vejo crentes usando Deus para tapar buracos, não sabem explicar um fenômeno e colocam Deus no meio. Deus não é um tapador de buracos. Não é papel da Teologia cristã inventar uma explicação para as observações do mundo. A natureza está aberta a muitas interpretações legítimas.

 

 A ciência em si e por si é ou deveria ser neutra. Mas tudo depende do caráter moral dos seres humanos. A nossa natureza é falha, e foi essa humanidade falha que criou a Ciência, por isso o seu potencial tanto para curar quanto para destruir.

 

O autor traça uma linha de raciocínio muito interessante sobre Seleção natural evolução e surgimento do Universo. Eu gostei muito da parte sobre a formação do Universo. As propriedades que sustentam a vida no Universo são extremamente sensíveis aos valores das forças fundamentais e constantes da natureza. Você já ouviu falar sobre sintonia fina?

 

É ideia de que o Universo foi sintonizado para a vida. Porque se as constantes que governam o universo variassem minimamente isso poderia impedir o surgimento da existência humana. E eu estou falando de variações numa fração de 10 elevado a 55, ou seja o número 10 seguido por 54 zeros.

 

Surge então a pergunta: de onde vem as leis da natureza?

 

Se o Universo se formou em um espaço de tempo surpreendentemente curto, já possuindo todas as leis que governariam a natureza. A origem dessas leis passa ser de maior importância apologética.

 

O filósofo Jonh Leslie disse: Deus precisou ter cuidado com a física que escolheu.

 

A sintonia fina não prova nada, mas ecoa a visão cristã da realidade.

 

A fé cristã nos capacita a extrair sentido das coisas. Ainda que a existência e natureza de Deus esteja além do método científico. A fé vai além da razão e da evidência. Eu disse que ela vai além, não contra...

 

Esse livro é fininho, eu demorei para ler porque o assunto requer bastante atenção, mas a linguagem é bem acessível e agradável.

Resenha escrita por

Elen Ximenes

 

Título: Surpreendido pelo Sentido

Autor: Alister McGrath

Editora: Hagnos

Número de Páginas: 199




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01/03/2021

Resenha do Livro - O Ceticismo da Fé (Rodrigo Silva)

 



Deus existe ou seria a fé religiosa um delírio universal?

 

O Ceticismo da Fé foi escrito por Rodrigo Silva, graduado em Teologia e Filosofia. Ele também possui mestrado e doutorado em Teologia, especialização em Arqueologia pela Universidade Hebraica de Jerusalém e doutorado em Arqueologia Clássica pela USP.

 

O doutor Rodrigo Silva é curador do Museu de Arqueologia do UNASP e apresentador do documentário Evidências, transmitido pela TV Novo Tempo.

 

O ceticismo da fé era um livro que eu queria muito, li em 2020 e foi uma das minhas melhores leituras. Quando eu olhava para esse livro grosso de 580 páginas, eu imaginava que seria uma leitura difícil, que seria necessário muito tempo para entender... Mas não foi.

 

Nessa leitura eu senti como se tivesse batendo um papo muito agradável com o autor. E esse foi o propósito dele, falar de um conteúdo sério que aborda religião e filosofia, mas de forma leve, amigável, sem preconceitos, propondo um diálogo com o interlocutor.

 

Esse livro é indicado para religiosos que querem conhecer bases filosóficas e históricas para alicerçar suas crenças. Também é indicado para ateus, que podem ler com o objetivo de refinar suas próprias argumentações.

 

O insight para escrever a obra partiu de uma afirmação de René Descartes que diz o seguinte: “o homem deve desconfiar de tudo para poder acreditar em alguma coisa”. E assim o livro foi construído, partindo do princípio da dúvida, traçando argumentos para sustentação da fé em Deus.

 

Mas não pense que esse livro é sobre um teólogo tentando provar a existência de Deus, nada disso... Até porque Deus é improvável, se Deus fosse provável ele estaria mais para teorema do que para pressuposto, logo caberia dentro da mente humana e não seria grande o bastante para ser Deus.

 

Isso aqui é uma conversa sincera e aberta, sem fugir dos grandes problemas que envolvem a fé em Deus, como por exemplo: “Porque um Deus de amor matou e mandou matar tanta gente no Antigo Testamento?” “Se Deus existe e é amor, porque ele permite tanto sofrimento no mundo?”.

 

O autor não tem medo de tocar em problemas sérios que envolvem os próprios religiosos, como a corrupção de pastores que muitas vezes parecem trabalhadores do supermercado da fé em que curas e bençãos são prometidas em troca de dízimos e ofertas. Ele fala sobre as complicações das comunidades de crentes, as igrejas: “a igreja pode ter um papel de relevância ou obstáculo no diálogo com aqueles que não creem”.

 

Isso me lembrou uma ideia do professor Mario Sérgio Cortella em que ele diz: “Religião não é coisa de gente tonta, mas de gente. Tem gente que é tonta e gente que não é. Existe gente tonta na docência, no jornalismo, na política.”

 

Como o Rodrigo escreveu: “Há muitos descrentes honestos e religiosos perigosíssimos”. Se a sua crença em Deus não faz de você uma pessoa que busca a integridade, não sei que diferença essa crença faz no mundo.

 

É fácil acompanhar a linha de raciocínio do autor, mesmo falando sobre um assunto tão complexo ele tem uma linguagem muito clara!

 

Eu destaco aqui duas partes que foram as minhas favoritas no livro! A primeira diz respeito ao capítulo sobre diferença entre ser existir. Parece simples dizer: Deus existe ou Deus não existe. Mas o que é existir? Como sabemos que as coisas existem? Por que vemos? Tem muitas coisas que não vemos, mas que existem. Eu gostei muito dessa discussão e não vou entrar em detalhes para que vocês ficarem curiosos e lerem o livro.

 

A minha outra parte favorita é quando ele fala sobre a Bíblia, porquê temos motivos para acreditar. Dentre os inúmeros motivos que envolvem fatores históricos, ele levanta a discussão sobre a Bíblia ser um Bestseller ou um Clássico.

 

Bestseller, significa mais vendido, é um livro considerado extremamente popular, um livro feito para agradar um público chamado pelos críticos de semicultos. A Bíblia é o livro mais vendido, portanto um bestseller; porém ela não tem características de um bestseller, Rodrigo Silva a chama de “bestseller inconteste”. Levou tempo demais para ser escrita, é extremamente inconsistente em termos de estilo redacional e muito variada em termos de qualidade, o que já era de se esperar já que foi escrita por mais de 40 autores. É consenso que o grego utilizado para escrever a bíblia não foi o grego clássico, e sim a forma mais comum, sem muita sofisticação.

 

Um livro clássico é aquele que perpassa através do tempo. Os bestsellers vendem muito mais, enquanto o clássico vende menos, porém perdura mais tempo na cultura. Além disso, livros clássicos possuem um apelo estético e uma mensagem significante. É o tipo de história que chama primeiro a atenção dos intelectuais antes de chamar a atenção do povo. De forma alguma é escrito de uma maneira gramaticalmente pobre. A Bíblia não se encaixa nesses requisitos, mas ela tem perdurado através do tempo.

 

Eu aprendi muito com este livro. Temos aqui uma busca histórica e antropológica sobre as origens do Ateísmo. O que você acha que é mais antigo a crença ou a descrença em Deus? Pensando de uma forma lógica já dá para saber que a crença em Deus é mais antiga, porque primeiro tem que haver uma afirmação para que você possa negar. Não tem como você negar algo que não foi afirmado anteriormente.

 

Tem um capítulo cujo título é: “Ninguém escapa da transcendência”. Esta parte fala como nós seres humanos temos sede por significado. Crentes ou descrentes em algum momento da vida pensam em qual é o sentido da existência. Será que a vida é apenas o intervalo entre duas datas: nascimento e morte? Qual o sentido disso?

 

Nós não somos imortais, no entanto mesmo assim não queremos deixar de existir... Crentes ou não, todos nós buscamos uma alternativa para a morte, tentamos adiá-la ao máximo.

 

O que me lembra uma afirmação do meu autor favorito o C. S. Lewis: “As criaturas não nascem com desejos, a menos que exista satisfação para eles. Um bebê sente fome: bem, existe uma coisa chamada comida. Um patinho quer nadar: bem, existe uma coisa chamada água. (…) Se eu encontrar em mim mesmo um desejo que nenhuma experiência neste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que fui feito para outro mundo.”

 

A crença ou a descrença em Deus não é algo simples, a menos que você fique na superficialidade das ideias, por isso um livro como esse é tão importante. Ele parte da dúvida, do questionamento. Tanto para crentes como ateus é necessário ter bases sólidas para firmar nossas posições. E também para sabermos silenciar e dizermos simplesmente “não sei” ao invés de falarmos bobagens.

Resenha escrita por 

Elen Ximenes

 

Título: O Ceticismo da Fé

Autor: Rodrigo Silva

Editora: Ágape

Número de Páginas: 589


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19/05/2020

Resenha do Livro - A revolução dos bichos




Desde quando ouvi falar sobre este livro, fiquei ansiosa para ler! A Revolução dos bichos é grande clássico, uma fábula que faz alusão à Revolução Russa.

E você pode até pensar: “Ah, mas eu sou brasileiro não tenho nada a ver com a Rússia, não sei nada de revolução russa, como vou entender o livro?” Calma!

Vamos conhecer o autor e seus propósitos com a escrita. George Orweell foi o pseudônimo do jornalista e locutor de rádio Arthur Blair que nasceu na Índia, mas tinha nacionalidade britânica e viveu entre 1903 e 1950.  Quando ele pensou em escrever este livro ele queria escrever uma história simples que denunciasse o mito soviético que fosse fácil de entender, e de se traduzir.

Um dia na pequena cidade onde ele morava ele viu um menino de uns dez anos chicoteando um cavalo enorme. E George pensou, se os animais tivessem consciência de sua força, nós seres humanos não teríamos o menor poder sobre eles. E como um bom socialista ele presumiu: da mesma forma o trabalhador é explorado pelos ricos. E foi assim que surgiu a ideia analisar as teorias de Marx do ponto de vista dos animais, escrevendo uma história em que os animais fossem capazes lutar para derrubar os seus exploradores humanos.

A fábula se desenrola na Granja do Solar, quando os animais são convocados para ouvir as últimas palavras de um velho porco, que era o animal mais respeitado da fazenda. Então o velho Major, começa a falar sobre como eles eram explorados pelo dono da Granja, o senhor Jones, e motiva-os a lutar para derrubar o opressor e, assim viverem livremente, com base na ajuda mútua.

O Major morre, e seus ideais são revividos por outros dois porcos, Bola de Neve e Napoleão: os seres mais inteligentes da Granja. Os animais se organizam e conseguem expulsar o senhor Jones da fazenda, tomando conta de tudo. Como a história de desenvolve a partir da tomada de poder pelos animais, você vai descobrir lendo o livro, não vou dar spoilers.

A fábula não é uma crítica ao socialismo em si, e sim ao regime comunista implantado por Stalin. Ainda que o objetivo do autor fora denunciar o mito soviético, a compreensão desta obra pode ser expandida. É uma fábula sobre poder, sobre como qualquer sociedade sem conhecimento tende a considerar seus exploradores como seus heróis. São retratadas as formas de manipulação e alienação que existem no meio político. Assim como, uma mentira repetida várias vezes passa a ser considerada verdade.

Os discursos dos personagens que exercem papel de liderança me chamaram muito a atenção, porque eu parei e pensei: Nada novo debaixo do sol. São as mesmas estratégias, o triste é que até hoje somos reféns das mesmas falácias. “Os burros vivem muito”.

Para mim, esse livro foi um chamado à lucidez, a razão. Se você ler o livro de forma racional, tenho certeza que conseguirá enxergar vários contextos políticos brasileiros retratados na fábula. E isso contribuirá para a formação de um pensamento menos emocional e mais inteligente em relação à política.

E mesmo que você não saiba nada sobre Revolução Russa ainda sim essa leitura será interessante, pois como uma boa fábula qualquer um consegue captar a moral da história.

Esta é uma grande obra. George Orwell era um gênio, esse livro foi escrito em 1945, e é completamente atual. O autor teve muita dificuldade para conseguir publicar, foi rejeitado por 4 editoras, é proibido até hoje em alguns países. Então aproveite que não é proibido no Brasil e leia!




Título: A Revolução dos Bichos
Autor: George Orwell
Editora: Companhia das Letras
Páinas: 152

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07/04/2020

Resenha do Livro - O dilema do porco espinho




Para você, estar só é sinônimo de tristeza? Você sabe desfrutar da própria companhia? Ou é aquela pessoa super sociável, que ao menor sinal de solidão se entristece? A solidão é sempre negativa? Sempre positiva? Essas e outras questões são abordadas nessa incrível obra do professor doutor em História Cultural, Leandro Karnal.

Você já deve ter assistido algum vídeo do Leandro Karnal. Ele se popularizou na internet através da transmissão de trechos de suas palestras. Ler esta obra escrita por ele, é como tê-lo ao lado filosofando com você. Não sei se vocês sofrem do mesmo problema que eu: de ler livros de autores conhecidos com a voz deles na mente.

Leandro Karnal aborda o tema da solidão através de referências religiosas, filosóficas, artísticas, literárias e históricas. É um livro muito rico em ideias, e todas elas fundamentadas em bibliografias de destaque. São 6 capítulos de fácil leitura, há uma fluidez no enredo capaz de prender qualquer leitor por horas.

O que mais me marcou neste livro foi a ideia de que, quando nós escolhemos a solidão, nos sentimos felizes e realizados. Porém, quando ela nos é imposta podemos sofrer profundamente. A ideia do porco espinho de Schopenhauer é o ponto de partida para a abordagem do livro. E faz muito sentido, somos seres gregários, no entanto assim como o porco-espinho podemos nos ferir ao aproximarmos demais. O equilíbrio de saber se aproximar e se afastar é que torna as relações mais duradouras e prazerosas.

Vivemos na era digital, era das redes sociais. Existe solidão nas redes? Ter um milhão de amigos é sinônimo de não estar só? Ao tratar sobre a questão da solidão e a internet, fui muito impressionada pelas ideias do Karnal sobre a liquidez das relações humanas. Usar a internet para aproximar de quem está longe, porém se nessa dinâmica digital não houver sabedoria podemos nos distanciar de quem está perto.

Se você tem conflitos em relação a solidão que você enfrenta, terá a chance de refletir sobre o assunto na companhia de um dos intelectuais mais influentes do Brasil. Eu desejo que você use a sua solidão para o bem, para se tornar mais criativo, fazer uma análise de si mesmo, ler muitos livros, se conhecer; para quando estiver em contato com outros ter a sabedoria de se juntar sem machucar ou permitir-se ser machucado.


Título: O dilema do Porco Espinho- como encarar a solidão
Autor: Leandro Karnal
Editora: Planeta
Páginas: 191

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27/08/2018

Resenha do Livro - Educando para a eternidade


Por: Me. Elenciria Oliveira
Profª. Escola Adventista de Montes Claros
Profª. Orientadora UNASP Campus Virtual

Livro maravilhoso do George Knight indispensável aos professores da educação adventista e aos professores adventistas que lecionam em escolas seculares. Traz conceitos fortes, ideias consistentes e claras da introdução a conclusão do livro.

Eu já conhecia a forma única do Knight escrever através do livro “Mitos na Educação Adventista”, e neste livro Educando para a Eternidade não é diferente. O autor chama a atenção dos educadores para a responsabilidade que estes têm em suas mãos. Se apresenta de uma forma apelativa com o intuito de alertar os educadores/leitores, fazendo-os ter ciência da iminente catástrofe que poderá advir se não buscarmos ser diferentes e fazer diferente em nossa prática na sala de aula.

A base do livro está na obvia afirmação: “se você não sabe para onde está indo, nunca chegará ao destino certo”. Partindo dessa afirmação, Knight traz fundamento teórico para as ideias que defende e mostra com evidência que não faremos a diferença enquanto Educação Adventista se não nos preocuparmos em conhecer a filosofia da Educação Adventista e termos convicção da missão do movimento da Igreja Adventista do Sétimo dia.

Diversos questionamentos são feitos no decorrer dos capítulos, mas o questionamento central do livro é: “Qual é a contribuição especial da rede adventista à educação cristã? O que torna a educação adventista singular?” A educação cristã em si possui a função de levar os jovens e crianças a Jesus para que experimentem um relacionamento com o Mestre e assim tenham as vidas transformadas e a certeza da salvação. Mas como diferenciar a educação adventista da educação cristã (Batista, Presbiteriana, Metodista, Católica e etc...)?

O leitor se vê desafiado frente a esse desafio, pois, se a educação adventista apenas repetir o que todas as escolas cristãs pregam e ensinam ela pode ser considerada desnecessária. Não existimos apenas para seguir uma linha. “A educação adventista só é importante se for verdadeiramente adventista.” Lendo o livro vocês descobrirão/aprenderão a resposta.

Nunca deveríamos nos esquecer do que nos guiou no passado e que precisa ser o nosso guia hoje e também nos últimos dias. Educador adventista você sabe para onde está indo? Qual o seu destino?

Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus.Apocalipse 14:12

Ótima leitura!!

Título: Educando para a Eternidade: Uma filosofia adventista de educação
Autor: George Knight
Editora: Casa Publicadora Brasileira
Páginas: 159

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14/08/2017

Resenha do Livro - Mais que um Carpinteiro



Você tem dúvidas sobre a divindade de Jesus? Ou ao menos se questionou alguma vez se esse Homem existiu? E se existiu, são os escritos bíblicos sobre sua vida verdadeiros? Essa obra vem para tirar todas as suas dúvidas e através das argumentações te dar uma base para firmar a sua fé e satisfazer as indagações da sua mente.

Josh McDowell pesquisou e investigou a fundo para tirar as próprias dúvidas sobre Deus e a divindade de Jesus. Nesta obra ele responde perguntas como: O que torna Jesus uma pessoa tão diferente? Ele foi o Senhor, um mentiroso ou um lunático? Os documentos bíblicos são confiáveis? O que dizer a respeito da Ciência?

 Ele fala também sobre o desafio do novo ateísmo e conta sua própria experiência de vida. Experiência esta, muito comovente: um jovem com uma história familiar muito complicada que resolveu começar uma série de pesquisas para provar que Jesus era uma fraude. Só que para sua surpresa chega a resultados que indicaram totalmente o contrário. E ao se deparar com essas verdades vem a grande transformação da sua vida.

O livro é muito bem embasado e a linguagem acessível a todos os públicos. Josh McDowell convidou seu filho para participar desta nova versão, enriquecendo-o com sua formação acadêmica (mestrado em filosofia e teologia) e com seu ponto de vista contemporâneo. É uma obra que pode mudar a sua percepção sobre o Carpinteiro de Nazaré.

Seria necessário mais que um Jesus para inventar um Jesus
Ninguém foi chamado a cometer suicídio intelectual por confiar em Jesus Cristo como Salvador e Senhor

Para quem quiser conhecer mais sobre a história do autor indico o filme UNDAUTED, The early life Josh McDowell.

Título: Mais que um Carpinteiro
Autores: Josh Mcdowell, Sean McDowell
Editora: Hagnos
Páginas: 188


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21/03/2017

Resenha do livro - Por que Fazemos o que Fazemos?



Este livro foi escrito pelo filósofo Mario Sérgio Cortella, autor de mais de 20 livros de diversos assuntos, com mestrado e doutorado em Educação e professor-titular da PUC-SP. É também conhecido por suas palestras educacionais e instigantes, além dos comentários em programas de rádios e de televisão.


Por que fazemos o que fazemos? é uma análise sincera sobre as aflições que quase todas as pessoas estão passando ou já passaram em relação ao trabalho, carreira e realização profissional. Esse livro caiu como uma luva para a minha atual vida profissional, pois estou passando por um processo de transformação. As observações que Cortella faz são esclarecedoras e motivadoras.


O livro é bem completo no quesito ambiente de trabalho. São 20 capítulos onde o autor aborda temas como A importância de propósito, Rotina de trabalho, Autoria no trabalho, Motivação, Ética, Valores, Tempo, Lealdade entre outros. São capítulos curtos, de linguagem fácil e acessível a todos.


Cortella traz exemplos do cotidiano para exemplificar suas ideias e explicar o que está sendo tratado. Ele também utiliza de frases marcantes, que para mim é a melhor parte. O meu livro ficou todo sublinhado com as inúmeras frases que grivei. Vou compartilhar algumas frases aqui:


“Uma vida com propósito é aquela em que eu entenda as razões pelas quais faço o que faço e pelas quais claramente deixo de fazer o que não faço.”
“Quem começa o dia de trabalho com um nível de tristeza precisa reinventar as razões pelas quais faz aquilo que faz.”
“A monotonia é a morte da motivação!”
“A principal causa da desmotivação é a ausência de reconhecimento. Quando o profissional não é objeto de gratidão pelo que faz.”
“Para ter o resultado que eu gosto, nem sempre faço o que eu quero.”
“Porque engolir sapo o tempo todo é algo que se pode entender como um sinal de coragem ou persistência, mas muitas vezes é sinônimo de covardia, isto é, alguém está submetido a um sofrimento no cotidiano e vai se conformando: ‘Eu sou mais fraco...’”


Tem muito mais, mas assim seria necessário transcrever quase todo o livro.


Esta obra não é apenas para quem é funcionário de algum empreendimento, é também para os gestores, pois assim é possível entender o outro lado. O trabalhador entende e compreende a empresa, conseguindo ver os motivos que ela age de determinada maneira. Da mesma forma, os gestores conseguirão ver melhor a maneira de tratar e entender os seus colaboradores. É um livro completo.


Já assisti muitos vídeos do Cortella no YouTube, mas ainda não tinha lido nenhum livro. Gostei demais dessa experiência e já estou listando novas obras do autor para ler depois.


Se você já leu algum livro do Mario Sergio Cortella , compartilhe conosco aqui nos comentários.


Título: Por que fazemos o que fazemos?
Autor: Mario Sergio Cortella
Editora: Planeta

Páginas: 174
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30/11/2016

Resenha do Livro - Em busca de Sentido



Viktor Frankl (1905-1997) é o fundador da logoterapia ou também conhecida como Terceira Escola Vienense de Psicologia. Ele foi professor na Universidade de Viena, Universidade Internacional da Califórnia, Harvard, Stanford, Dallas e Pitsburgh. Publicou 32 livros, sendo alguns traduzidos até para o japonês e chinês. E sobre sua vida foram publicadas por outros autores 151 obras.

Eu estava simplesmente louca para ler este livro. Foi indicação de uma amiga que faz psicologia, me interessei quando ela falou um pouco sobre o autor. Li e me surpreendi, agora compartilho com vocês as minhas impressões.

Em busca de sentido é uma narrativa sobre a vivência e as observações feitas por Viktor em um campo de concentração nazista na época da Segunda Guerra Mundial. Ele descreve os horrores sofridos e vistos ao seu redor, mas priorizou escrever sobre o que passava em sua mente durante aqueles momentos e como foi sua luta psicológica para se manter vivo.

A primeira parte do livro é sobre as impressões do psicólogo no campo de concentração: sua chegada, o choque inicial, o dia a dia no campo, a relação com os outros prisioneiros, as reflexões frente às crueldades, a libertação e a adaptação após a liberdade. O autor e protagonista fala sobre assuntos que para nós que não passamos pelo mesmo horror temos curiosidade, por exemplo, como os prisioneiros lidavam com a fome, a apatia, a sexualidade e até mesmo sobre o humor no campo.

Na segunda parte ele nos apresenta os fundamentos da Logoterapia. E finaliza na terceira parte com uma palestra sobre a Tese do Otimismo Trágico apresentada em 1983 na Universidade de Resenburg-Alemanha.

Como Viktor Frankl conseguiu sobreviver ao campo de concentração nazista? Como ele lidou com a perda de quase tudo que era mais precioso em sua vida? Como enfrentou o tumulto interior ao passar por um sofrimento que muitos dizem não haver sentido? Descubra através da leitura deste livro como é possível enfrentar as dores mais cruéis e ainda ter uma vida que faça sentido.

Eu li este livro num momento muito difícil da minha vida. Perdi um amigo e os questionamentos estavam me enlouquecendo. E foi passando alguns dias no campo de concentração e no consultório de Viktor Frankl que eu encontrei o sentido para o que até então não fazia sentido e tirava a minha paz.

Além de uma obra de observação psicológica é um relato comovente capaz de levar as pessoas a refletirem profundamente sobre o sentido desta vida.

“Quem tem por que viver aguenta quase todo como.”
Friedrich Nietzsche

Título: Em busca de sentido
Autor: Viktor E. Frankl
Editora: Vozes e Editora Sinodal
Páginas: 184
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14/03/2014

Resenha do livro - O mundo de Sofia


         O Mundo de Sofia foi escrito pelo autor norueguês Jostein Gaarder que gosta de escrever romances filosóficos, contos e histórias.

No Mundo de Sofia o autor consegue arrebatar o leitor até a Noruega para que possa viver uma aventura filosófica com Sofia, uma adolescente que mistura as perturbações próprias da sua idade com os questionamentos filosóficos de Sócrates, Platão, Aristóteles até os filósofos do século XX.

Assim como os filósofos, Sofia busca o sentido da sua existência, uma vez que, a todo momento se vê confundindo a realidade com a ficção. Ao receber cartas diariamente de seu professor de filosofia, Sofia tem a oportunidade de viajar no tempo e acompanhar a evolução da filosofia e ao mesmo tempo descobrir a trajetória do saber.

O livro possibilita que o leitor conheça a história da Filosofia de forma prazerosa e divertida prendendo-se cada vez mais às inúmeras elucubrações levantadas por Sofia e a organização de seu pensamento feita pelas reflexões propostas por seu professor Alberto Knox.

“Para nos tornarmos bons filósofos precisamos unicamente da capacidade de nos surpreendermos”.


Título: O Mundo de Sofia
Autor: Joistein Gaarder
Editora: Presença
Número: 666



Resenha escrita por Elenciria Cruz
Participante desde 2012
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